domingo, 2 de março de 2008

A Morte de Raúl Reyes: perda lamentável para a política libertária bolivariana da América Latina e do Continente Panamaricano.

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REDNOTIC

- Revista Eletrônica de Notícias Internacional da Contrainformação -
(Criada no âmbito do FSM-II [PUC-RS, Porto-Alegre/Br. Janeiro/2003])

"A Contrainformação é o contraponto à Mídia Capitalista Global"

Edição Bloger No. 0317 - Ano V- Março/2008.

Editor: Paulo Lucena.

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Editada em Segunda-feira, 3 de msrço de 2008.


EDITORIAL

A Morte de Raúl Reyes: perda lamentável para a política libertária bolivariana da América Latina e do Continente Panamaricano.



Sábado último, 01/03/2008, o Chefe da Diplomacia e dos anseios de Paz da maior Corporação Guerrilheira rebelde panamericana, o engenheiro, ex-líder sindical operário de renome, lendário estrategista guerrilheiro fariano (membro ativista político e estratega militar general das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo [FARC-EP]), e Comissário diplomata das relações internacionais e da chancelaria do supra citado movimento insurgente em armas da Colômbia, foi covardemente assassinado, juntamente com mais 16 gurrilheiras(os) de ambos os sexos, e 5 técnicos de comunicação eletrônica, a maioria jóvens mulheres que faziam parte ativa e permanente da Guarda Militar Pessoal de Vigilância e Segurança do bravo, eminente e intimorato Comandante Fariano, e de uma Equipe Técnica de Montagens.




Reyes, que se notabilizara na história contemporânea da Colômbia, como exímio e hábil negociador, e famoso arauto (portavoz) dos processos de paz humanitária relativos aos prisioneiros de guerra de ambos os lados do longo e profundo conflito interno colombiano (Guerra Civil que já dura quase meio Século, a idade das Farc-EP), tendo-se destacado como um dos principais diplomatas nas Conversações de Paz da Zona Desmilitarizada amazônica de El Caguán, com a participação de diversos Paíse Panamericanos, Europeus e Árabes que mediavam as gestões multilaterais.




Raúl Reyes estava agora numa missão pacífica técnico-diplomática coordenada pelo Comandante em Chefe das Farc-Ep Manuel Tirofijo Marulanda. Estava ele e sua Equipe montando uma base dinâmica de tecnologia da informação, alocada a 8Km fronteira a dentro entre o Sudoeste da Colômbia e o Sudeste do Equador, em território equatoriano, num sítio dito como neutro e presumidamente seguro. Ali estava sendo instalado um Centro de operações telemáticas digitais e analógicas, isto é de Radiofrequências SSB em Ondas Curtas, conjugadas com Sistemas Telemáticos pela Rede Mundial de Computadores, para facilitar as comunicações multilaterais de média e longa distâncias, com os diversos atores internacionais atualmente empenhados no processo de paz em face da fratricida Guerra Civil colombiana.




Ao mesmo tempo, Raúl Reyes estava empenhado em diuturnas comunicações à distância, usando por adiantado os mesmos equipamentos e sistemas que seriam, em seguida, instalados ali, mantendo contatos intensivos com os Gabinetes do Presidente Hugo Chaves da Venezuela, Nicolai Sarcozy da França e da Presidenta Kirchner da Argentina, especificamente no sentido da libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt. Sistema e equipamentos pre-instalados que foram por ele utilizados para fornecer ao Presidente Hugo Chávez, as Coordenadas Geográfica dos locais onde a Guerrilha liberou 6 prisioneiras(os). Vale dizer, Reyes esforçava-se intensamente para a libertação de Ingrid, mas foi morto súbita e inopinadamente.




Acontece que o Presidente da Colômbia, o notório e abominável terrorista e narcotraficante Álvaro Uribe Veléz tem como um dos seus inúmeros ódios fascistas pessoais a personalidade política compatrícia democrata Ingrid Betancourt sua ex-rival eleitoral como candidata de oposição, então, favorita do eleitorado que, durante a campanha presidencial de 2002, fora feita prisioneira da Guerrilha, assim, facilitando a vitória do vilão oportunista Uribe que, eleito sabe lá como, às custas das Oligarquias neoliberais e do Império Bushiano, assumiu a presidência.




E, presentemente, o fascista-narcotraficante Uribe está empenhado numa reforma política constitucional que visa dotar a Colômbia de uma Lei Eleitoral casuística que outorgará eleições a Terceiro Mandato para o Presidente da Colômbia. A libertação e retorno de Ingrid ao cenário político, óbviamente acarretará sérios atropelos à ambição desenfreada de Uribe para um Terceiro Mandato. E o diplomata fariano Raúl Reyes estava numa luta diuturna para libertar Ingrid. Seria fatalmente a perspectiva certeira da frustração da reeleição de Uribe. Alguma trapalhada perversa e sanguinária o "serial-killer" Álvaro Uribe teria que aprontar, como do seu costume, seja para eliminar fisicamente a Raúl Reys, seja para procrastinar a agonia de Ingrid na prisão com a posssibilidade provável tambem da sua morte e assim outra forma indireta de eliminação da sua opositora política.




Sabedor por seus comandos de Inteligência colombianos e yanques, de que havia uma tendência quase certa da breve soltura de Ingrid se Reyes continuasse vivo, Uribe então bolou o assassinato de Reyes o que implicaria na frustração do diálogo multilateral ora alimentado pelo Diplomata Comandante. Dito e feito.




De certa forma, em se tratando de uma providência concreta de instalação estratégica de caráter humanitário (uma estação analógico-digital de conversações multilaterais virtuais), instrumento de paz na guerra, o Comissariado das Farc-EP não teve maiores sigilos na operação. E o corpo de inteligência do Chefe de Estado Terrorista e seus assessores estratégicos norteamericanos logo detectaram a presença do Comandante Raúl Reyes e seu numeroso contingente de segurança militar e técnicos de telecomunicações.




Uma esqadrilha bombardeira de extermínio punitivo foi despachada de Bogotá. Bastaram duas incursões e as metralhadoras aéreas dizimaram os Quadros que estavam postados num vale andino equatoriano às proximidades da fronteira Sudoeste da Amazônia colombiana. Foi o fim da última missão de Paz do Comandante Fariano Raúl Reyes.




Paulo Lucena


- Editor.






POR QUE O TERRORISTA NARCOTRAFICANTE ÁLVARO URIBE ASSASSINOU RAÚL REYES




Autor: - Laerte Braga


Editado e publicado originalmente por: - Fernanda Tardin


Aadaptado e re-publicado por: - Paulo Lucena




Raúl Reyes era o principal negociador das FARC com os governos da Venezuela e da França para a libertação de prisioneiros de guerra e a busca de um espaço para negociações de paz mais amplas na Colômbia. Por duas vezes a ex-senadora Ingrid Betancourt esteve para ser libertada. Da primeira delas o governo do terrorista narcotraficante Álvaro Uribe armou emboscada para os guerrilheiros que, em missão de paz já então acertada com o governo da Colômbia, estavam levando provas de que a ex-senadora estava viva. Os documentos, inclusive as cartas pessoais de Ingrid a sua família foram confiscadas, violadas e divulgadas por Uribe, o que gerou protestos da mãe de Ingrid, de sua irmã e dos seus filhos. Mais uma traição e outro crime ético de Uribe.




Um Nobel de economia diz que o custo de duas semanas de guerra no Iraque poderia acabar o analfabetismo no mundo ."Se soubessem que teriam que pagar uma conta de US$ 3 trilhões com um resultado incerto - talvez haja paz no Oriente Médio, mas talvez não - eles diriam: 'Será que não podemos pensar num modo melhor de fazer isso?'. "http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/02/080225_stiglitzlivroiraque_ba.shtml No momento em que foi assassinado Reyes estava em território do Equador e negociava com o governo francês através do presidente Chávez e do presidente Corrêa a libertação de Betancourt. Uribe sabia, Uribe havia concordado como da vez anterior, Uribe traiu mais uma vez, covardemente.




Pela segunda vez Uribe frustrou qualquer perspectiva nesse sentido pela simples razão de que não lhe interessa a libertação de Ingrid Betancourt, sua adversária política.




O ataque terrorista colombiano foi feito oito quilômetros dentro do território equatoriano e o presidente equatoriano, Corrêa, já protestou e chamou seu embaixador em Bogotá, afirmando inclusive que o telefonema de Uribe informando sobre ações militares na fronteira dos dois países foi “mentiroso e audacioso”. Uribe não falou que a força aérea terrorista da Colômbia estava atacando em território do Equador.




O presidente da Venezuela Hugo Chaves já advertiu o líder terrorista colombiano que caso operações semelhantes venham a ser feitas no território da Venezuela haverá guerra. Chávez é o principal negociador para a libertação de Betancourt, conta com apoio do governo francês e de vários outros países interessados em encontrar uma solução de paz para a guerra civil na Colômbia.




Mas há muito de patético e novelesco mediático grotesco e cruel montado por Uribe, na Colômbia, hoje mais de dezoito milhões (18.000.000) de meninos y jóvens colombianos morrem e são submetidos a tratos cruéis, desumanos e degradantes, obrigados a uma vida de miséria, cheia de fome, desnutrição e privações de todo tipo. Abatidos pela absurda guerra e pela fome estomacal, milhares de meninos e meninas são explorados laboralmente, lançados à prostituição, à mendicância, à narcomania, ao furto, a perambular pelas ruas das grandes capitais sob as vistas indolentes de um Estado e uma Burguesia egocêntrica poderosa e minoritaria que ostenta e usufrui das riquezas infinitas do país, enquanto meninos e meninas morrem de fome nas ruas sem nenhum tipo de proteção e ajuda.




Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, deu entrevistas em Manágua e condenou esta ação terrorista do governo de Uribe, afirmando, entre outras coisas, que “Raaúl Reyes era um negociador nato e estava negociando a paz”. Ingrid Betancourt é apenas um peão nesse jogo todo e não interessa a Uribe que a ex-senadora seja solta. Vai complicar o processo político na Colômbia e forçar o narcotraficante/terrorista (que quer mudar a constituição para mais um mandato, o terceiro) a aceitar negociações com as FARC.




Governos europeus não alinhados com a política terrorista de Washington já se convencem de que Bush é o verdadeiro governante da Colômbia, mostram-se indignados com a ação terrorista da organização de Uribe. O presidente da França, que é aliado dos Estados Unidos, lamentou que as perspectivas de paz tenham sido interrompidas por essa "ação insana" e que violou o direito internacional (Uribe operou em território do Equador) eliminando perspectivas imediatas e concretas de paz. O acampamento das FARC, onde Reyes foi abatido, no Equador, tinha o objetivo de ampliar as negociações para a libertação de Ingrid Betancourt e outros prisioneiros de guerra, depois de várias manifestações das FARCs nessa direção, inclusive a libertação de vários presos de guerra nas últimas semanas, exemplo que vem sendo seguido pela outra força insurgente, o Exército de Libertação Nacional (ELN).




A hipótese de uma ação terrorista colombiana na Venezuela não está descartada e pode ser parte do golpe em constante articulação contra o governo do presidente Chávez. É só lembrar que os Estados Unidos armaram com armas químicas e biológicas inclusive, o governo de Saddam Hussein para uma guerra contra o Irã e o chefe da Al Quaeda, Osama Bin Laden para enfrentar as tropas da extinta União Soviética no Afeganistão. Faz parte do conjunto de ações terroristas da Casa Branca esse tipo de prática de Bush e seus lacaios modelo Uribe.




O discurso de democracia, direitos humanos, liberdade, ações anti-terroristas... praticado por Bush e seu capacho Uribe se esvai nos campos de concentração de Guantánamo, no Afeganistão (800 prisioneiros sem culpa formada e submetidos a tortura), nos seqüestros praticados contra cidadãos árabes em países europeus (a CIA responde a processos na Itália e na Alemanha por ações dessa natureza) e na autorização imperialista expressa do terrorista George Bush de tortura contra presos que “ameacem os interesses dos Estados Unidos”.




A simples possibilidade de libertação de Ingrid Betancourt, pelo que ela passou a significar, e a perspectiva de negociações de paz na Colômbia, efetivamente, frustra o narcotráfico, no poder do Estado Narcopolítico e Terrorista da Colômbia desde que Uribe foi eleito a primeira vez. Contraria interesses norte-americanos, o maior deles derrubar Chávez e apropriar-se do petróleo da Venezuela e dispor de bases efetivas na Região Amazônica, outro grande objetivo da organização terrorista-imperialista "Casa Branca" e dos grupos que representa.




O narco-terrorista Álvaro Uribe Vélez é um preposto dos EUA, do narcotráfico, um terrorista sem entranhas nem respeito pelo que quer que seja e assim como o governo nazista de Israel, não quer a paz, não lhe interessa a paz, não pretende a paz... Em torno de todo esse discurso o que existe são “negócios”, apenas “negócios”. As principais redes de televisão controladas pelos terroristas governamentais norte-americano e colombiano Bush&Uribe já receberam instruções para dar destaque à morte de Reyes como sendo um golpe no “terrorismo" das FARC, e assim jornais e revistas, a imensa e esmagadora maioria dos veículos de comunicação na América Latina, Ásia e África e boa parte da Europa e assim, ocultar a verdade dos fatos.




No caso específico do Brasil, da Imprensa Burguesa, principalmente a REDE GLOBO, no afã de aumentar os recursos recebidos dessas organizações terroristas (Casa Branca, e Casa de Nariño [Bogotá,]), tal Mídia Burguesa montou informes especiais para mentir e vender a idéia de democracia aos telespectadores que considera idiotas padrão "Homer Simpson". É a grande pasta do terrorismo mundial, a norte-americana. Bush não integra nenhum “corpo atuante” de uma arapuca, mas gosta de profissionais decorando com luzes natalinas e cristãs a Casa Branca.Importa a versão, não a realidade.Uribe assassinou Reyes para dificultar as negociações de paz e a libertação de Ingrid Betancourt, neste momento, símbolo do que pode vir a ser o futuro da Colômbia. Não é o que ele Uribe quer, nem Washington.Mesmo caso do governo nazista de Israel em relação aos palestinos. Casa de palestinos destruída pelos terroristas de Israel no ataque à Faixa de Gaza, no justo momento que o Hammas propõe a paz e 64% da população de Israel diz que aceita. Ao terrorismo nazista do Estado israelense não interessa a paz, nem ao narcotráfico de Uribe. “São negócios” e são “parceiros” na barbárie.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

ELNISMO & FARIANISMO BOLIVARIANOS

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REDNOTIC
- Revista Eletrônica de Notícias Internacional da Contrainformação -
(Criada no âmbito do FSM-II [PUC-RS, Porto-Alegre/Br. Janeiro/2003])"
"A Contrainformação é o contraponto à Mídia Capitalista Global"
Edição Bloger No. 0316 - Ano V- Janeiro/2008.
Editor: Paulo Lucena.
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Editada em Quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008.
Insurgência Beligerante Colombiana:
ELNISMO & FARIANISMO BOLIVARIANOS
- Revolução Panamazônica em Marcha -

(O grande ideal do Imperialismo Yanque, como fez no Afeganistão e no Iraque, é invadir e conquistar os potenciais da Hidro-fito-biodiversidade e do Subsolo Amazônico, ou seja, as imensuráveis riquezas naturais dos nove Países Panamazônicos - Br, Bo, Pe, Eq, Co, Ve, Gu, Su e Gfr.).

Em sua autodeterminada missão panamericana de percutir a notícia antrópica social relevante, pela Contrainformação como instrumento da fiel-comunicação, em contraponto justo à perversa Mídia burguesa global transnacional a serviço do degenerado Capitalismo Hegemonista que espolia e promove a “exploração do homem pelo homem” tendo como escudo partidário o neoliberalismo filo-fascista, a Revista REDNOTIC tem a grata satisfação de repassar aos Ciberativistas de línguas castelhana e lusófona, e seus e nossos Leitores, da Rede Mundial de Computadores, em especial à clarividente, magnífica e multicultural Revista Bloger Internacional NOVA-ÁGUIA, do Movimento Internacional Lusófono (MIL) sediado em Lisboa-PT, a manifestação a seguir da Liderança do heróico e épico Movimento Guerrilheiro colombiano Ejercito de Liberación Nacional (ELN).

O texto bilíngüe ibero-lusógrafo narrativo-retórico postado a seguir é de autoria de um arauto Guerrilheiro Elnista da Floresta Amazônica colombiana. Em forma de reportagem narrativa, é uma formosíssima peça vernacular e político-ideológica revolucionária, originalmente iberógrafa, que foi vertida fielmente ao Português pela Editoria de contrainformação da Revista Bloger Panamericana REDNOTIC, a retratar com precisão fidelíssima a realidade sociopolítica trágica e grotesca, de submissão colonial alienada, anacrônica e subserviente do Estado narco-paramilitar e filo-fascista colombiano ao Imperialismo terrorista intervencionista bushiano.

Ao lado da não menos valente e patriótica Guerrilha Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – Ejercito del Pueblo (FARC-EP), o ELN compõe a resistência político-beligerante, de quase meio Século, do povo colombiano contra o status colonial subserviente implantado pelas oligarquias liberais, neoliberais, neofascistas, narcotraficantes, colaboradoras do Caixa-2 do Tesouro Nacional Estadunidense que, desde meados do Século XX, impuseram à Pátria de Camilo Torres e Manuel Marulanda um Estado Terrorista narcófilo-mercantilista subserviente e a serviço colonial do Imperialismo yanque hoje dominado pelo Terrorista número UM do Planeta, o tirano mafioso caipira americano George W. Bush.

O ELN (os Elnistas), fundado em 1965, é o segundo mais antigo e importante grupo insurgente revolucionário panamericano em armas. Incrustado e enraizado nos labirintos selvático-orográficos sulamericanos da Amazônia colombiana meridional, superado em tempo ativo beligerante apenas pelo Grupo das FARC-EP (os Farianos), este fundado em 1964. Ambos estão caminhando de mãos-dadas para meio século de experiências estratégicas dissuasoras de guerrilha silvestre-montanhesa filo-marxista e võ-giapiana (estratégia vietnamita de guerrilha dissuasora criada e desenvolvida pelo notável marechal de campo norte-vietnamita Võ Nguyén Giap [*:26/08/1911]) que, no comando da Guerrilha Viet-Mihn, impôs fragorosa derrota ao poderosíssimo e sofisticado Exército norteamericano enxotado de formas grotesca e vergonhosa dos campos de batalha silvestres de Hanoy). Presentemente, alem da adoção teórico-social do Marxismo-Leninismo, ambos os movimentos guerrilheiros colombianos – o ELNISTA (do ELN) e o FARIANO (das FARC-EP) - são dotados da inspiração político-ideológica Bolivariana, de cunho libertário latinoamericano, consentânea com os ideais políticos chavistas (do líder latinoamericano Hugo Chávez) da Revolução Bolivariana da Venezuela.

GUERRA SUCIA ES MÁS EFICAZ QUE EL ESTADO DE SITIO
A GUERRA SUJA É MAIS EFICAZ DO QUE O ESTADO DE SÍTIO

Desde la década del sesenta del siglo pasado cuando surgió el actual movimiento guerrillero colombiano, se han producido retrocesos significativos en el país en el bienestar, la democracia y la soberanía nacional.
Desde a década dos sessenta do século passado quando surgiu o atual movimento guerrilheiro colombiano, houve retrocessos significativos no país quanto ao bem-estar, à democracia e à soberania nacional.

Los nuevos fenómenos políticos y sociales que surgieron con posterioridad, hicieron más grave y compleja la situación para las mayorías del país.
Os novos fenômenos políticos e sociais que surgiram posteriormente, agravaram ainda mais a já complexa situação em detrimento das maiorias do país.

La dominación imperialista y su injerencia se intensificó con la aplicación de la Doctrina de Seguridad Nacional, que sirvió de fundamento y soporte a la guerra sucia desatada por la oligarquía, la cual sigue vigente bajo el nombre de Seguridad Democrática, con el actual gobierno.
A dominação imperialista e sua ingerência intensificou-se com a aplicação da chamada Doutrina da Segurança Nacional, que sérvio de fundamento e suporte para a guerra suja desencadeada pela oligarquia, a qual continua vigente sob o nome de Segurança Democrática, com o atual Governo.

Bajo el estímulo de esa política creció y se fortaleció el paramilitarismo como instrumento de guerra sucia y el narcotráfico como fuente de financiación de esta costosa y atroz maquinaria de la muerte.
Sob o estímulo desta política creceu e fortaleceu-se o paramilitarismo como instrumento de guerra suja e o narcotráfico como fonte de financiamento desse oneroso e atroz mecanismo mortal.

El débil e insuficiente Estado de Derecho fue suplantado por el actual régimen ultraderechista y mafioso, como se hizo evidente en los últimos procesos electorales y en las investigaciones contra más de cuarenta congresistas del Partido de gobierno, vinculados con el narcoparamilitarismo.
O débil e insuficiente Estado de Direito foi então suplantado pelo atual regime ultradireitista e mafioso, como se fez evidente nos últimos processos eleitorais e nas investigações contra mais de quarenta congressistas do Partido do governo colombiano vinculado ao narco-paramilitarismo mercenário-terrorista do estado.

La esencia de la democracia burguesa y su sistema electoral están cuestionados como instrumento de dominación de quienes tienen el dinero, la maquinaria y el poder mafioso.
A essência da democracia burguesa e seu sistema eleitoral estão questionados como instrumento de dominação dos que teem o dinheiro, os mecanismos e o poder mafioso.

El Estado de sitio permanente del cual se valieron los gobiernos para reprimir el descontento popular, se tornó obsoleto frente a la guerra sucia, que demostró ser más eficaz para el desplazamiento de más de cuatro millones de personas, el asesinado de cientos de miles y la desaparición de otros miles de opositores políticos.
O Estado de sítio permanente do qual se teem valido os governos para reprimir o descontentamento popular, tornou-se obsoleto frente à guerra suja que se demnstrou mais eficaz para o despojamento de bens a mais quatro milhões de colombianos, ao assassinato de centenas de milhares, e o desaparecimento de outros milhares de opositores políticos.

El modelo neoliberal impuesto por la oligarquía a la sombra de la guerra sucia del Estado terrorista, enterró los tibios avances sociales logrados con las luchas populares en más de cincuenta años; convirtió en mercancía la salud y la educación, dos obligaciones inalienables del Estado; arrebató los derechos laborales conquistados por los trabajadores; privatizó a precio de regalo las empresas estratégicas del patrimonio nacional como las telecomunicaciones, financieras y energéticas; redujo el Estado a su condición de policía defensor del capital y represor del descontento popular.
O modelo neoliberal imposto pela oligarquia, à sombra da guerra suja do Estado terrorista, enterrou os tíbios avanços sociais conquistados com as lutas populares em mais de cinqüenta anos; converteu em objetos mercantilistas a saúde e a educação então elementos consagrados da obrigação do Estado; arrebatou os direitos trabalhistas até então conquistados pelo trabalhadores, privatizou a preço de banana as empresas estratégicas do patrimônio nacional, tais como as telecomunicações, as financeiras, e as energéicas; reduziu o Estado à condição policial de gendarme defensor do capital e repressor da revolta popular.

Como consecuencia de dicho modelo, “a la economía le va bien y al país le va mal”, como lo dijo en una ocasión un alto funcionario de la ANDI (Asociación Nacional de Industriales) . Mientras que la riqueza producida con el sudor de los trabajadores se concentra en unas pocas manos, -revirtiendo la mayor parte al extranjero-, más del 63 por ciento de los colombianos viven en la pobreza y la miseria.

Como resultado do aludido modelo burguesista tipo “a encomia vai bem e o país vai mal”, tal como mencionou certa vez um alto funcionário da ANDI (Associação Nacional dos Industriais). Enquanto a riqueza é produzida pelo suor dos Trabalhadores é concentrada em poucas mãos, revertendo-se em mair parte a mãos de extrangeiros, vale dizer, mais de 63 por cento dos colombianos vivem na pobreza e na miséria.

Los sucesivos gobiernos cedieron la soberanía hasta llegar al estado de hoy, convertido el país casi en una nueva colonia de los Estados Unidos, quien le dicta la política internacional, el manejo de la economía y la aplicación de la justicia en los tribunales del imperio.
Os sucesivos governos cederam a soberania até chegar ao estado de hoje, com o país convertido numa quase nova colônia dos Estados Uidos super-potência imperial que dita a política internacional, o manejo da economia e a aplicação da justiça a cargo dos tribunais do Império.

Hoy somos más dependientes que en la década del sesenta y Colombia se ha convertido, durante el gobierno de Uribe Vélez, en la punta de lanza y cabeza de playa de la amenaza intervencionista de los EEUU contra los países del sur del continente, que se han distanciando de su órbita.
Hoje, somos nós mais dependentes do que à Década dos Sessenta, e a Colômbia converteu-se, durante o governo de Uribe Vélez, na ponta-de-lança e cabeça-de-praia da ameaça intervencionista dos países do sul do continente que se distanciaram da órbita do Império.

Las razones y motivos para luchar por los cambios en el país mantienen vigencia y se han multiplicado. A la vez las posibilidades de cambio se han tornado más difíciles con el enraizamiento del Estado terrorista y mafioso, empecinado en impedir que se debilite el poder absoluto del capital y se produzca la “hecatombe”, con el advenimiento de la democracia y el poder del pueblo, que defienda la igualdad, la justicia, la democracia real y la soberanía nacional.
As razões e motivos para lutar pelas mudanças neste país manteem vigência e teem-se multiplicado. Todavia as possibilidades de mudança tornaram-se mais difíceis com a radicalização do Estado terrorista e mafioso, empenhado em impedir que se debilite o poder absluto do capital e produza-se a “hecatombe”, com o advento da democracia e do poder popular, que denda a igualdade, a justiça, o pluralismo e a soberania nacional.

Los cambios son posibles si quienes soñamos con el nuevo país sumamos fuerzas y nos unimos en torno a propósitos mínimos comunes, que desenraicen la estructura terrorista del Estado, el modelo neoliberal y recupere la soberanía nacional.
As mudanzas são possíveis se nós que sonhamos com um novo país somarmos forças e nos unirmos em torno de propósitos mínimos comuns, que denraizem a estrutura terrorista do Estado, o modelo neoliberal e recupere a soberania nacional.
Para el ELN siguen vigentes los motivos y propósitos, que dio a conocer al pueblo en su Manifiesto del 7 de enero de 1.965, en la toma de Simacota, Santander, así como la decisión de levantarse y empuñar las armas haciendo uso del derecho que tienen los pueblos a luchar por construir una sociedad igualitaria, justa y soberana donde el pueblo sea quien marque y decida su destino.
Para o ELN continuam em vigor os motivos e propósitos que deu a conhecer ao povo em seu Manifesto de 7 de Janeiro de 1965, na tomada de Simacota, Santander, assim como a decisão de levantar-se e empunhar as armas fazendo uso do direito que teem os povos de lutar para construir uma sociedade igualitária, justa e soberana onde o povo seja quem marque e decida sobre seu próprio destino.

Ejército de Liberación Nacional de Colombia (ELN)
elndecolombia@ yahoo.fr
www.eln-voces. Com
www.patrialibre. Org

iDe la Resistencia al Poder Popular!
¡De Siempre junto al Pueblo!
¡Ni un paso Atrás...Liberación o Muerte!

Exército de Libertação Nacional da Colômbia (ELN)

Desde a Resistência até o Poder Popular!
Desde Sempre Juntos ao Povo!
Nenhum passo Atrás... Libertação ou Morte!
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Editor: Paulo Lucena.
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Editada em Segunda-feira, 14 de janeiro de 2008.

ANNCOL
Agência de Notícias Nova Colômbia

14/01/2008 - 07h40
Clara Rojas reencontra o filho Emmanuel em Bogotá
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FABIANO MAISONNAVE da Folha de S.Paulo, em Bogotá

Depois de uma separação forçada de cerca de três anos, a ex-refém das Farc Clara Rojas, 44, se reencontrou ontem na capital colombiana com o seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro em abril de 2004.

Longe das câmeras, a esperada reunião dos dois ocorreu durante a tarde num albergue do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), órgão do Estado que tem a tutela da criança desde meados de 2005, quando Emmanuel foi internado num hospital de San José del Guaviare (sudeste) com o nome falso de Juan David e graves problemas de saúde.

Além de Rojas, estavam presentes a sua mãe, Clara de Rojas, o irmão, Iván, e outros familiares. Todos encontraram Emmanuel pela primeira vez.
"Foi um momento muito emotivo", disse à agência France Presse um alto funcionário do governo colombiano.

Segundo declarações do ICBF, Emmanuel e Rojas passarão por um processo de adaptação antes de voltar à guarda da mãe, o que deve levar cerca de duas semanas. O menino ficou um ano e cinco meses com uma mesma mãe substituta e sempre foi chamado de Juan David nesse período.

Emmanuel tem sido descrito como "comunicativo e brincalhão" pelo ICBF. O menino, no entanto, tem mobilidade limitada num dos braços --não consegue fechar a mão. O problema é uma seqüela do difícil parto realizado num acampamento das Farc, quando sofreu uma fratura. Ele deve sofrer uma segunda intervenção cirúrgica em breve para corrigir o problema.

Pouco antes do reeencontro, Rojas desembarcou em Bogotá vinda de Caracas, onde passou os primeiros dias após a sua libertação. "Mil obrigadas por essa recepção tão calorosa, mil obrigadas a todos meus amigos, a todos meus compatriotas, me sinto imensa comovida de voltar à minha terra (...). É um novo renascer, voltei a viver", foram as primeiras palavras Rojas em rápida entrevista coletiva na base aérea de Catam, aonde chegou num avião militar colombiano.

Além de um batalhão de jornalistas, várias autoridades colombianas acompanharam a chegada de Rojas, ex-candidata a vice-presidente seqüestrada em fevereiro de 2002.

Rojas disse que veria Emmanuel "em breve" num encontro privado. "O menino parece que está muito bem, hoje ele me mandou uma coisinha, vão me mostrar o que ele fez, eu me sinto muito feliz." Emmanuel e filho de Rojas com um guerrilheiro das Farc, cujo paradeiro é desconhecido. Oito meses, após o nascimento foi entregue pela guerrilha aos cuidados de uma família pobre no Estado de Guaviare (sudeste).

A sua identidade só foi descoberta no final do ano passado e mais tarde confirmada por um exame de DNA. Até então, se acreditava que ele ainda estava em poder da guerrilha, que havia prometido entregá-lo a Chávez junto com a mãe e a ex-congressista Consuelo González.
Sem polêmica

Na parte mais política da entrevista de cerca de cinco minutos, Rojas agradeceu ao governo colombiano "por haver autorizado a suspensão das operações [militares] que permitiu estar aqui hoje".

A ex-candidata, por outro lado, não quis se envolver na polêmica desatada entre Caracas e Bogotá sobre a proposta do presidente Hugo Chávez de dar status político às Farc. "Não ouvi em detalhes as declarações que fez", desconversou.
O momento mais emotivo da entrevista ocorreu durante o pronunciamento de Clara de Rojas, mãe da ex-refém. "Obrigado de novo por toda a sua solidariedade. Obrigado de novo ao Deus todo-poderoso, que fez possível o regresso da minha filha", disse, com a voz fraca e embargada.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Uribe reconhece trabalho de Chávez e propõe negociação às Farc

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(Criada no âmbito do FSM-II [PUC-RS, Porto-Alegre/Br. Janeiro/2003])
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Edição Bloger No. 0314 - Ano V- Janeiro/2008.
Editor: Paulo Lucena.
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Editada em Quinta-feira, 10 de janeiro de 2008.
11/01/2008 - 03h11

Uribe reconhece trabalho de Chávez e propõe negociação às Farc

Publicidade da Folha Online

O presidente colombiano, Alvaro Uribe, reconheceu nesta quinta-feira a eficiência do trabalho do venezuelano Hugo Chávez para obter a libertação de duas reféns da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), e propôs aos rebeldes uma negociação de paz.
As reféns Clara Rojas e Consuelo González foram libertadas nesta quinta-feira pelas Farc na selva colombiana, em uma ação organizada pelos governos da Venezuela e da Colômbia em colaboração com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).
"Devo reconhecer que foi eficaz o processo promovido pelo presidente Chávez, que obteve a libertação unilateral e incondicional de nossas compatriotas", disse Uribe em uma mensagem ao país.
Uribe também convidou "as Farc a considerar uma negociação sincera, ágil e de boa fé, cercada por garantias democráticas".
"Nossa gratidão ao presidente da irmã República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez, por seu esforço e eficiência na libertação de nossas compatriotas Clara Rojas e Consuelo González".
Na mesma mensagem, Uribe destacou que as Farc ainda mantêm 750 reféns, dos quais apenas 44 seriam libertados em troca de 500 rebeldes presos na Colômbia.
"Que bom ter estes entes queridos novamente em suas casas", disse Uribe, destacando "a integridade e o grande controle" de Rojas e González.
Negociação
Uribe também propôs às Farc "considerar uma negociação sincera, ágil e de boa fé, cercada por garantias democráticas".
O governo colombiano "está firme para a paz", mas insistirá na derrota dos rebeldes. "Ainda não ganhamos esta batalha contra o terrorismo, mas vamos vencê-la".
Uribe destacou que segue "vigente" sua proposta de criar uma "zona de encontro" de 150 km², no departamento de Valle (sudoeste), para negociar a troca do grupo de 40 reféns por 500 guerrilheiros presos.
"Queremos avançar por este caminho até a libertação de todos os reféns".
Em meados de novembro, Uribe suspendeu a mediação de Chávez para a troca de reféns por guerrilheiros presos, após o líder venezuelano manter contatos diretos com o comando militar colombiano, o que provocou uma crise diplomática entre Colômbia e Venezuela.
Betancourt
O pedido de Uribe também aumenta as expectativas do fim do cativeiro da franco-colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002 na mesma ocasião que Clara Rojas.
Ex-candidata à Presidência da Colômbia completa no dia 23 de fevereiro seis anos em poder da guerrilha.
O porta-voz do comitê de libertação das reféns, Hervé Marro, afirmou que o resgate de Clara e Consuelo causou "uma explosão de alegria", mas só pontual, pois ainda restam outros 3.000 na floresta em poder da guerrilha.
"Queremos que estes esforços voltem a ser realizados para Ingrid e para o resto dos reféns", afirmou.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse que a "França se alegra profundamente" com a libertação das reféns e prometeu redobrar os esforços para conseguir que a guerrilha entregue Betancourt.
"É um grande incentivo para perseverar" e "redobraremos os esforços para que o resto dos reféns retorne, em primeiro lugar Betancourt", disse o presidente francês.
Com France Presse, Efe e Reuters

Agência de Notícias Nova Colômbia: Lei de trocas é um imperativo humanitário

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Agência de Notícias Nova Colômbia: Apesar de tudo, continua a esperança

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- Revista Eletrônica de Notícias Internacional da Contrainformação -
(Criada no âmbito do FSM-II [PUC-RS, Porto-Alegre/Br. Janeiro/2003])
"A Contrainformação é o contraponto à Mídia Capitalista Global"
Edição Bloger No. 0313 - Ano V- Janeiro/2008.
Editor: Paulo Lucena.
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Editada em Quinta-feira, 10 de janeiro de 2008.

10/01/2008 - 19h12
Reféns libertadas pelas Farc chegam a Caracas
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da Folha Online
Clara Rojas e Consuelo González, libertadas nesta quinta-feira pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) chegaram na tarde de hoje ao aeroporto de Maiquetía, em Caracas, capital da Venezuela.
AP
Fotomontagem mostra as duas ex-reféns Consuelo Gonzalez (à esq.) e Clara Rojas
As duas reféns foram libertadas na selva colombiana em uma ação organizada pelos governos da Venezuela e da Colômbia em colaboração com o CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha).
Rojas estava em poder das Farc desde 23 de fevereiro de 2002, e González estava em cativeiro desde 10 de setembro de 2001.
Segundo o presidente venezuelano, Hugo Chávez, ambas foram recebidas por familiares em Caracas. Chávez afirmou à imprensa local que o ministro venezuelano do Interior, Ramon Rodriguez Chacin, que participava da operação, o manteve informado dos acontecimentos.
"A Venezuela continuará a abrir o caminho para a paz na Colômbia. Estamos prontos para isso e em contato com as Farc, e esperamos que o governo colombiano compreenda isso. Estou certo de que eles compreenderão. O mundo quer paz para a Colômbia", disse Chávez após a libertação.
Operação
A nova operação de resgate, que teve início às 6h do horário local [9h em Brasília], foi autorizada nesta quarta-feira pelo governo colombiano.
Dessa vez, a missão contou somente com a participação do governo venezuelano e do CICV.
O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, transmitiu a seu homólogo colombiano, Fernando Araújo, o pedido de autorização para a entrada em território colombiano de helicópteros venezuelanos com o emblema da Cruz Vermelha depois que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou ter recebido das Farc as coordenadas do local da libertação.
O anúncio da nova missão veio uma semana após o fracasso da operação anterior, planejada para resgatar Gonzáles, Rojas e seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro.
No último dia 31, as Farc suspenderam a entrega dos reféns, sob alegação de que "atividades militares" colombianas próximas ao local do resgate impediram o processo.
Dias depois, porém, descobriu-se que a libertação não ocorreu porque o garoto Emmanuel não estava mais em poder da guerrilha.
A criança encontra-se sob custódia da Colômbia em um orfanato estatal em Bogotá.
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Agência de Notícias Nova Colômbia: Lei de trocas é um imperativo humanitário

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Agência de Notícias Nova Colômbia: Lei de trocas é um imperativo humanitário

09/01/2008 - 22h35
Colômbia autoriza nova operação de resgate de reféns das Farc
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da Folha Online

O governo colombiano autorizou nesta quarta-feira uma nova operação para o resgate de duas reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que contará somente com a participação do governo venezuelano e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).

Assim anunciou o alto comissário da Colômbia para a Paz, Luis Carlos Restrepo, depois que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse em Caracas ter recebido das Farc as coordenadas do local onde ocorrerá a libertação.

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, transmitiu a seu homólogo colombiano, Fernando Araújo, o pedido de autorização para a entrada em território colombiano de helicópteros venezuelanos com o emblema da Cruz Vermelha para recolher os reféns Clara Rojas e Consuelo González, presumivelmente nas selvas do departamento de Guaviare.

"Estamos dando todas as garantias, e confiamos que essa libertação ocorrerá muito rapidamente e da maneira mais bem-sucedida possível", disse Restrepo.

O alto comissário indicou que o CICV "permanece em contato com a Venezuela e o governo colombiano".

"Esperamos antecipar esta operação humanitária para que Clara e Consuelo retornem muito em breve para casa", disse.

Na terça-feira, Restrepo havia reiterado que o governo colombiano mantinha as garantias já oferecidas para a possível entrega dos seqüestrados por parte das Farc.

Por sua parte, o CICV confirmou nesta quarta que participará amanhã da missão humanitária para recuperar as duas reféns das Farc em algum local da Colômbia, segundo declarou à agência de notícias Efe o porta-voz do organismo em Bogotá, Ives Heller.

A fonte acrescentou que, uma vez que o CICV tenha as coordenadas, pedirá ao ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, as garantias de segurança para viajar à zona onde ocorrerá a libertação.

Por sua parte, o ministro Santos se disse "à espera de reunir-se com os delegados do CICV e com os altos comandantes das instituições armadas" para dar as garantias de segurança.

"A Cruz Vermelha já se comunicou comigo, e logo que tiverem as coordenadas voltarão a entrar em contato para negociarmos toda a operação. Logo que a Cruz Vermelha me notificar, me reunirei com eles, negociaremos e daremos todas as garantias", afirmou.

Além disso, acrescentou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha é o único organismo encarregado de realizar qualquer missão para a libertação dos seqüestrados.

A operação busca libertar Clara Rojas, ex-assessora da presidenciável Ingrid Betancourt --ambas em poder das Farc desde fevereiro de 2002--, e a ex-parlamentar Consuelo González, refém desde setembro de 2001.

A libertação dessas reféns foi prometida pelas Farc em 18 de dezembro, como um ato de "desagravo" a Chávez, depois que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, cancelou sua mediação na busca de um acordo humanitário com a guerrilha para libertar 45 reféns em troca de 500 rebeldes presos.

O anúncio da nova missão foi uma semana depois da missão fracassada para a libertação de Gonzáles, Rojas e Emmanuel, filho de Rojas nascido no cativeiro, fruto de uma relação consentida com um guerrilheiro.

Na segunda-feira (31), as Farc justificaram a desistência da entrega dos reféns dizendo que "atividades militares" colombianas próximas ao local do resgate impediram que a operação fosse concluída.

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, porém, negou a versão da guerrilha e afirmou que as Farc não poderiam cumprir sua promessa simplesmente porque Emmanuel não estaria em seu poder, pois está em um orfanato em Bogotá.

Um teste de DNA provou que Emmanuel é o garoto no orfanato de Bogotá.

Com France Presse e Efe

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sábado, 5 de janeiro de 2008

Agência de Notícias Nova Colômbia: Uribe mantém reféns os prisioneiros das FARC

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Edição Bloger No. 0312 - Ano V- Janeiro/2008.
Editor: Paulo Lucena.
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Editada em Sexta-feira, 4 de janeiro de 2008.

Agência de Notícias Nova Colômbia: Uribe mantém reféns os prisioneiros das FARC

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2 DE JANEIRO DE 2008 - 10h07

Governo Uribe aposta na repressão e na guerra
Depois de quase uma semana de negociações, informações desencontradas e tensão política, foi suspensa a Operação Emmanuel, na qual as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas-Exército Popular (Farc-EP) libertariam três prisioneiros que se encontram em seu poder. Agora não se sabe por quanto tempo ficará adiado o início da troca humanitária de prisioneiros entre a guerrilha e o governo colombianos. Por José Reinaldo Carvalho*
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, continua exibindo otimismo, diz que se trata de uma suspensão temporária, sugere que a operação mude de forma, transfigure-se, sofra variações. Por via das dúvidas, manteve em Villavicencio, enquanto o governo colombiano permitir, os helicópteros disponibilizados para o resgate. Mas ficou mais distante o êxito da Operação Emmanuel, como a troca humanitária de prisioneiros e mais distante ainda o início de um efetivo diálogo entre o governo e as forças insurgentes visando à paz.O anúncio de que ainda não pôde ser concretizado o gesto de boa vontade das Farc-EP frustrou os prisioneiros e suas famílias, como também o presidente venezuelano Hugo Chávez, que tomou as iniciativas políticas pertinentes, conduziu os entendimentos e criou todas as condições diplomáticas e materiais necessárias ao êxito da operação e as delegações internacionais representativas de governos estrangeiros, de que faziam parte também a senadora colombiana Piedad Córdoba, líder em seu país dos esforços pela troca humanitária de prisioneiros e o cineasta norte-americano Oliver Stone, que pretendia filmar o acontecimento como simbólico de uma mudança de situação na Colômbia. Frustraram-se as expectativas de todos os amantes da democracia e da paz no continente latino-americano, os movimentos pelos direitos humanos, de solidariedade e lutadores por uma solução democrática, justa e duradoura para o conflito que há cerca de cinco décadas marca a vida política e social na Colômbia.A mídia, sempre pressurosa na defesa de posições reacionárias, baralha as cartas e difunde mentiras, atribuindo a responsabilidade pelo malogro da Operação Emmanuel à guerrilha colombiana. E numa demonstração de sua mesquinhez e de que nem de longe seu interesse é a libertação dos prisioneiros, cinicamente festeja “mais um fracasso de Hugo Chávez” como fez o vetusto O Estado de S. Paulo em sua edição de 1º de janeiro.A suspensão da operação Emmanuel deve-se única e exclusivamente à atitude traiçoeira de Uribe Vélez. O presidente colombiano deu sinal verde para a realização do resgate com a intermediação venezuelana, mas nada fez para desmilitarizar a área. A falta de garantias foi determinante para o recuo das Farc-EP. Numa carta tornada pública pelo presidente Chávez, os guerrilheiros explicam a impossibilidade de entregar os prisioneiros por não haver garantias de segurança. O exército revolucionário foi claro em sua decisão de não colocar em risco a vida dos prisioneiros nem dos guerrilheiros. No pronunciamento que fez em Villavicencio, o presidente da Colômbia referiu-se à “redução das operações militares”, quando é óbvio que para o êxito de uma operação tão delicada o necessário é a desmilitarização da área. A Agência Noticiosa Nova Colômbia (http://www.vermelho.org.br/www.anncol-brasil.blogspot.com) reproduz notícia publicada no jornal argentino La Nación em 31 de dezembro de 2007: “Ontem inclusive o alto comissário para a paz na Colômbia, Luis Restrepo, havia comunicado ao ex-presidente Nestor Kirchner e a Marco Aurélio Garcia, assessor do governo brasileiro, que não podia garantir a segurança dos reféns nem a deles mesmos para a prevista incursão na selva”.Isto explica a dureza das críticas de Chávez ao presidente colombiano, em linguagem que pode ultrapassar os cânones do protocolo diplomático mas que em nada lhe retira a razão: “Ele (Uribe) foi (a Villavicencio) lançar uma bomba sobre o processo humanitário e deve assumir sua responsabilidade perante o mundo como presidente da Colômbia, porque não tenho a menor dúvida de que é seu governo e suas ações que estão tentando abortar o procedimento” (http://www.vermelho.org.br/www.aporrea.org).Do episódio fica evidente que as Farc-EP constituem uma força política que atua com critérios políticos. A disponibilidade do seu comando para a troca humanitária de prisioneiros, o diálogo e a busca de uma solução política para o conflito armado põe por terra tese do imperialismo estadunidense e seus lacaios na Colômbia e em toda a América Latina de que se trata de uma organização “narcoterrorista”. Também vem à tona que o governo de Uribe Vélez não quer a paz, sua aposta é a escalada militar, seu objetivo não é pôr fim ao conflito como expressão de uma conquista democrática da luta do povo colombiano, mas pura e simplesmente a aniquilação da guerrilha, contando com apoio político, logístico, financeiro e militar do imperialismo estadunidense. Sem dúvida fracassará. A Colômbia quer e merece a paz e a conquistará. Não a paz desonrosa resultante de uma capitulação ou da vitória militar dos seus opressores, mas a paz justa e democrática. Os fatos evidenciam que esta paz pressupõe a substituição do regime das classes dominantes e da dominação imperialista, do que é expressão o governo reacionário de Uribe Vélez.Merece destaque também, numa leitura política mais ampla, o fortalecimento da idéia da integração e da solidariedade entre os países latino-americanos, materializada na mediação conduzida pelo presidente venezuelano - que ratifica sua liderança e demonstra qualidades de estadista internacionalista - e na mobilização de uma representativa delegação internacional, da qual fez parte também o governo brasileiro.
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*Secretário de Relações Internacionais do PCdoB.
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Agência de Notícias Nova Colômbia: Uribe mantém reféns os prisioneiros das FARC

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Editor: Paulo Lucena.
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Editada em Sexta-feira, 4 de janeiro de 2008.

NOTÍCIAS DA GUERRA CIVIL COLOMBIANA

O embróglio bélico FARC-EP x FF.MM Regulares + Terroristas Paramilitares Mercenários e Narcotraficantes contratados pelo binômio malfeitor Uribe/Bush para aniquilar a Guerrilha.

Conheça os fatos clicando nos Links a seguir.

Agência de Notícias Nova Colômbia: Uribe mantém reféns os prisioneiros das FARC

Agência ligada às Farc insiste em que Uribe sabotou processo de ...Último Segundo - São Paulo,SP,Brazil A agência de notícias "Anncol", que costuma divulgar mensagens das Forças Revolucionárias Armadas da Colômbia (Farc), insistiu hoje em que o presidente ...Veja todos os artigos sobre este tópico

Uribe, o fascista fracassado - 2 visitas - 2 jan.
ANNCOL: Que aconteceria a Uribe, no caso disto ser possível? ... ANNCOL: Como analisam as FARC o fato de que Uribe Vélez esteja procurando maneira de ser ... resistir.info/colombia/raul_reyes_fev04.html - 18k - Em cache - Páginas Semelhantes - Anotar isso

terça-feira, 1 de janeiro de 2008


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Edição Bloger No. 0010 - Ano II - Janeiro/2008.
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Terça-feira, 01 de Janeiro de 2008. 17h30.

Farc:
Governo Brasileiro lamenta fracasso no resgate de reféns

Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial.

Marco Aurélio Garcia embarcou para a Venezuela para participar das negociações.

Do G1, em Brasília entre em contato

O governo brasileiro lamentou nesta terça-feira (1º) o fracasso no resgate dos três reféns que estão em poder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A expectativa era que Clara Rojas, ex-candidata à vice-presidência colombiana, seu filho, Emmanuel, nascido em cativeiro, e a ex-congressista Consuelo González fossem libertados.

Em nota, o ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que “o governo brasileiro reitera sua solidariedade com as famílias das pessoas seqüestradas, assim como seu apoio aos esforços conduzidos pelo Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Hugo Chávez Frías, e à Comissão de delegados internacionais que, em coordenação com o Presidente da República da Colômbia, Álvaro Uribe, acompanha nos últimos dias as tratativas com vistas à libertação daqueles cidadãos colombianos”.
Saiba mais
Segundo o comunicado oficial, “o governo brasileiro tomou conhecimento da decisão da comissão de delegados internacionais de suspender, temporariamente, sua presença na Colômbia e acolhe com satisfação a decisão da comissão de reassumir sua missão assim que estejam dadas as condições necessárias para a entrega dos reféns”. “O governo brasileiro reitera seu apoio ao processo de paz na Colômbia, assim como a disposição de aprofundar sua contribuição a iniciativas de fortalecimento do diálogo interno naquele país”, diz, ainda, o texto.
Participação brasileira
Na última quinta-feira (27), o assessor da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, embarcou para a Venezuela para participar das negociações. Garcia retorna ainda nesta terça-feira ao Brasil.
A operação
No dia 18 de dezembro, as Farc anunciaram que libertarão três reféns como um gesto de boa vontade ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, cuja mediação com os rebeldes por uma troca de 45 reféns por 500 rebeldes presos foi interrompida em novembro por Bogotá. Chávez apresentou um plano que consiste no envio de um comboio humanitário aéreo a partir de um ou vários dos cinco aeroportos venezuelanos próximos à fronteira com a Colômbia. O plano prevê a participação do Brasil, Argentina, Bolívia, Cuba, Equador e França. O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aceitou a proposta de Hugo Chávez para a libertação dos reféns. Na segunda-feira (31), o presidente venezuelano afirmou que a operação para resgatar os reféns prosseguirá "por outras vias". A missão foi suspensa de modo indeterminado depois que a guerrilha alegou falta de condições para a libertação.
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Edição Bloger No. 0009 - Ano II - Janeiro/2008.
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Terça-feira, 01 de Janeiro de 2008.

Publicado el 11 de Julio de 2006

Quién es Alvaro Uribe Vélez?
Quem é Álvaro Uribe Vélez ?

Por: José Steinsleger

Cuando en 2002 Álvaro Uribe Vélez se lanzó de lleno a los comicios presidenciales, la Procuraduría de Colombia informó que el candidato tenía 20 procesos penales en indagación preliminar, 16 investigaciones y 11 pliegos de cargos por irregularidades de contratos indebidos durante su gestión como gobernador del departamento de Antioquia (Medellín).

Quando, em 2002, Álvaro Uribe Vélez se lançou de cheio aos comícios presidenciais, a Procuradoria da Colômbia informou que o candidato tinha 20 processos penais em fase de primeira instância, 16 investigações e 11 folhas de ocorrência exaradas de cargos, por irregularidades, de contratos indevidos durante sua gestão como governador do Estado de Antioquia (Medellín).

Liberal "independiente", Uribe obtuvo 53.1 por ciento de los votos y asumió el cargo ante cinco ex presidentes y varios jefes de Estado de América del Sur. Minutos antes de la ceremonia de transmisión de mando, los invitados debieron buscar refugio a causa de una lluvia de granadas de dinamita lanzadas por morteros de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).

Liberal “independente”, Uribe obteve 53.1 por cento dos votos e assumiu o cargo ante cinco ex-presidentes e vários chefes de Estado da América do Sul. Minutos antes da cerimônia de transmissão de poder, os convidados tiveram que procurar refúgio no local por causa de uma chuva de granadas de dinamite lançadas por morteiros pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

Los proyectiles dieron blanco en el Congreso nacional, integrado en sus tres cuartas partes por diputados y senadores vinculados a los cárteles del narcotráfico y los paramilitares. Días después del atentado, Uribe declaró el estado de "conmoción interna", y Colombia empezó a vivir su peculiar concepto de "seguridad democrática", diseñado con ayuda de los expertos en "gestión de conflictos" de la Universidad de Harvard.

Os projéteis tiveram como alvo o Congresso Nacional, integrado em três quartas partes por deputados e senadores vinculados aos cartéis do narcotráfico e a grupos paramilitares. Dias depois do atentado, Uribe declarou estado de “comoção interna”, e a Colômbia começou a viver seu peculiar conceito de “segurança democrática” desenhado com ajuda de especialistas em “gestão de conflitos” da Universidade de Harvard dos Estados Unidos.

Por entonces, el director para América Latina de la revista Newsweek, Joseph Contreras, autor de una biografía "no autorizada" de Alvaro Uribe Vélez, releía sin ánimo las últimas palabras que cerraban su excelente investigación: "Todo en la campaña de Uribe es equívoco. Pero una equivocación más no la resiste Colombia".

À época, o diretor para a América Latina da revista Newsweek, Joseph Contreras, autor de uma biografia “não autorizada” de Álvaro Uribe Vélez, relia sem ânimo as últimas palavras que encerravam sua excelente investigação: “Tudo na campanha de Uribe é enganação. Porem uma falácia a mais a Colômbia não resiste”.

¿Se equivocaron los colombianos en 2002? En todo caso parece que tampoco se equivocaron el pasado 28 de junio, cuando Uribe Vélez se convirtió en el primer presidente reelecto de Colombia, con 7 millones 363 mil 297 votos, más de un millón y medio de los sufrágios conseguidos cuatro años atrás.

Enganaram-se os colombianos em 2002? Em todo caso parce que de novo equivocaram-se no passado 28 de junho/2007, quando Uribe Vélez converteu-se no primeiro presidente reeleito da Colômbia, com 7 milhões 363 mil 297 votos, mais de um milhão e meio acima dos votos conseguidos há quatro anos atrás.

¿Cómo se explica el doble apoyo masivo a un monstruo con cara de niño que en su vida política se caracterizó por articular en su persona la irascibilidad bestial de personajes como Somoza, Trujillo, Pinochet, Stroessner y Videla, con la gélida racionalidad genocida de un Henry Kissinger o un Donald Rumsfeld?

Como se explica o duplo apoio massvo a um monstro com cara de menino que em sua v ida política se caracterizou por articular-se em pessoa com a irascibilidade bestial de personagens como Somoza, Trujillo, Pinochet, Sroessner e Videla, com gélida racionalidade genocida de m Henry Kissinger ou um Donald Rumsfeld?

A los expertos en sicología social profunda dejamos el análisis del intríngulis. Pero a los colombianos que luchan por un país mejor enviamos un emotivo saludo por algo que los medios de comunicación afiliados a la Sociedad Intermericana de Prensa (SIP) y las "democracias" de Occidente silenciaron unánimemente: el heroísmo cívico que en medio del terrorismo de Estado y las matanzas sin fin depositó 2 millones 608 mil 914 votos a favor de Carlos Gaviria, candidato del Polo Democrático Alternativo.

Para os especialistas em psicología profunda deixamos a análise do embróglio, porem aos colombianos que lutam por um país melhor enviamos uma emocional saudação por algo que os meios de comunicação afiliados à Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) e as “democracias” do Ocidente silenciaram unanimemente: O heroismo cívico que em meio ao terrorismo de Estado e às matanças sem fim depositou 2 milhões 608 mil 914 votos a favor de Carlos Gaviria, candidato do Pólo Democrático Alternativo.

Colombia se ha convertido en un gran laboratorio del fascismo moderno donde se experimentan las nuevas fórmulas del quehacer político dominante: relevo del mando constitucional (que los medios insisten en llamar "democracia"), fraudes cibernéticos electorales, explícitas o sutiles campañas de insidia y confusión, y "debates" televisados con "analistas" de opinión "equilibrados", tipo Andrés Oppenheimer.

A Colômbia converteu-se num grande laboratório do fascismo moderno aonde experimentam-se as novas fórmulas da tarefa política dominante: faixada da gestão constitucional (que a Mídia insiste em chamar de “democracia”), fraudes cibernéticas eleitorais, explícitas ou sutis campanhas de insídia e confusão, e “debates” televisionados com “analistas” de opinião “equilibrados”, tipo Andrés Oppenheimer.

El propósito del fascismo moderno exige que a escala universal permanezcamos impasibles ante la orgía de masacres que acontecen "lejos" (como las de Irak o Palestina), en tanto las que tienen lugar "cerca" (como Colombia) son resultado del "caudillismo", el "populismo" y la violencia "de los unos y los otros". La globalización excluyente exige de personas inteligentes y talentosas.

O propósito do fascismo moderno exige que em escala universal permaneçamos nós impassíveis ante a orgia de massacres que acontecem “afastados” (como os praticados no Irak ou na Palestina), enquanto os que teem lugar aqui perto (como na Colômbia) são resultantes do “caudilhismo” o “populismo” e a “natural” violência “de uns e outros”. A globalização excludente exige das pessoas inteligentes e talentosas.

El "método Auschwitz" quedó atrás. En varios países del mundo trabajan grandes equipos de sociólogos, politólogos, sicólogos, comunicólogos y pedagogos, cuya finalidad consiste en probar, "científicamente" que, en el abanico ideológico de las sociedades, izquierdas y derechas representan 50 y 50 por ciento de la voluntad electoral, pero que a la derecha (depositaria de la "prudencia" y la "gobernabilidad") le toca imponerse con la mitad más uno de los sufragios emitidos.

O “método Auschwitz” foi assim superado. Em vários países do mundo trabalham grandes contingentes de sociólogos, cientistas políticos, comunicólogos e pedagogos, cuja finalidade consiste em provar, “cientificamente” que, no afã ideológico das sociedades civis, esquerdas e direitas, representam 50 e 50 por cento da vontade eleitoral, porem que à direita (depositária “tradicional” da “prudência” e da “governabilidade”) caberia impor-se “merecedora“ da metade mais um dos votos válidos.

En tal sentido, el presidente proyanqui Uribe Vélez (nacido en 1952 un 4 de julio, así es la vida) ha demostrado ser maestro de maestros. Plinio Apuleyo Mendoza (el más caracterizado periodista de extrema derecha de Colombia) explicó que el esquema paramilitar de Uribe a través del sistema de cooperativas “Convivir"... entran con mucha naturalidad en el esquema de 'Estado comunitario' que se desarrolló cuando era gobernador de Antioquia".

Nesse sentido, o presidente pro-yanque Uribe Vélez (nascido em 1952 a 4 de julho, assim é a vida) demonstrou ser o mestre dos mestres. Plínio Apuleyo Mondoza (o mais caracterizado jornalista de extrema direita da Colômbia) explicou que o esquema paramilitar de Uribe, aravés do sistema de cooperativas “Convivir”... “entra com muita naturalidade no ‘modelo de Estado comunitário’ que se desenvolveu quando ele era governador de Antióquia”

El autor de El olor de la guayaba añadió en la revista Semana, de Bogotá: "Si la comunidad se organiza y juega un papel nunca antes jugado en programas como la educación, la salud, o la capacitación, la seguridad también es un asunto en el cual le corresponde intervenir" (21/7/97).

O autor de “O Aroma da Goiaba” acrescentou na revista Semana, de Bogotá: “Se a comunidade se organiza e joga um papel nunca antes lançado em programas como a educação, a saúde, ou a capacitação, a segurança, tambem é um assunto em que lhe corresponde intervir (21/7/97).

Sin embargo, Joseph Contreras recuerda en su libro que en julio de 1997, la Secretaría de Derechos Humanos y Libertades con sede en Madrid condenó la visita de Uribe Vélez a España, asegurando que "... las Convivir fueron utilizadas por los terratenientes y los narcotraficantes para aplicar la política contrainsurgente de tierra arrasada en numerosas zonas campesinas y en la misma capital antioqueña".

Efetivamente, José Contreras recorda em seu livro que em julho de 1997 a Secretaria de Direitos Humanos e Liberdades, com sede em Madrid, condenou a visita de Uribe Veléz à Espanha, assegurando que “... las ‘Convivir’ foram utilizadas pelos Latifundiários e Narcotraficantes para aplicar a política contrainsurgente de terra arrasada em numerosas zonas camponesas e na mesma capital antioquenha.

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Agência de Notícias Nova Colômbia: Os outros prisioneiros

Agência de Notícias Nova Colômbia: Os outros prisioneiros
Terça-feira, 1 de Janeiro de 2008

Agência de Notícias Nova Colômbia: Sem garantias para nada

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REDNOTIC - Revista Eletrônica de Notícias Internacional da Contrainformação. - "A Contrainformação é o contraponto à Média Burguesa Internacional".
Edição Bloger No. 0008 - Ano II - Janeiro/2008.
Editor: Paulo Lucena.
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Farc adiam entrega de reféns e trocam acusações com Uribe
Plantão. Publicada em 31/12/2007 às 22h19mBBC

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram nesta segunda-feira que operações realizadas pelo Exército colombiano impedem a entrega dos três reféns que o grupo prometeu libertar."As intensas operações realizadas na zona (em que os reféns seriam entregues) nos impedem entregar, como era nosso desejo, os reféns. Insistir seria arriscar a vida das pessoas e dos guerrilheiros", disse o grupo em um comunicado lido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, por telefone, no canal de televisão estatal da Venezuela.Imediatamente após a divulgação do comunicado por Chávez, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que estaria disposto a criar um corredor desmilitarizado na selva colombiana para que o resgate dos reféns fosse realizado.Uribe negou que seu governo tenha intensificado operações militares na zona em que os seqüestrados seriam libertados e prometeu um cessar-fogo no momento em que os helicópteros de resgate levantarem vôo."Uma vez que os helicópteros estejam voando, as Forças Armadas da Colômbia darão uma ordem unilateral de não dar um só disparo nesta área para garantir a operação", disse Uribe.A libertação da ex-assessora de campanha da candidata à Presidência Ingrid Betancourt (também seqüestrada), Clara Rojas, de seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e da ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, é aguardada desde sexta-feira, mas já foi adiada três vezes.As Farc prometeram libertar esses três reféns como "um ato de desagravo" a Chávez, que no fim de novembro foi afastado por Uribe da mediação com o grupo rebelde na busca de um acordo para a troca de reféns por prisioneiros.Em seu comunicado, as Farc afirmaram que, depois que provas de vida de alguns reféns em poder do grupo, entre eles a ex-senadora Ingrid Betancourt, que seriam entregues a Chávez (na época mediador entre as Farc e o governo da Colômbia) foram encontradas pela polícia colombiana, as operações militares se intensificaram."Assim que encontrarmos um local seguro lhe comunicaremos, para garantir o retorno, sãos e salvos, de Clara, Emmanuel e Consuelo", afirma a nota dirigida a Chávez.Há alguns dias, o governo venezuelano e o representante brasileiro na delegação internacional que acompanha a operação de resgate, o assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia, vinham anunciando que a impossibilidade de um cessar-fogo na região em que os reféns seriam libertados poderia dificultar a movimentação da guerrilha.EmmanuelNo entanto, em seu discurso, realizado na cidade colombiana de Villavicencio, que é o ponto de partida da operação de resgate, Uribe disse que o real motivo do adiamento da libertação dos reféns é que Emmanuel não estaria mais em poder das Farc.Segundo o presidente colombiano, o menino teria sido entregue ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF). Uribe disse que há na instituição um menino de três anos e seis meses com características semelhantes às de Emmanuel.De acordo com Uribe, um suposto tio da criança tentou retirá-la do instituto nesta segunda-feira.O presidente da Venezuela, que desde o fim de sua mediação no acordo humanitário com as Farc rompeu relações com Uribe, reagiu às afirmações e disse ter "suficientes razões para duvidar dessas hipóteses".Uribe solicitou ao governo da Venezuela que permita a realização de um exame de DNA da avó de Emmanuel, Clara González de Rojas, que está em Caracas, para comprovar sua hipótese.Chávez disse estar pronto para fazer a prova de DNA. "Uribe foi muito vivo. Com esta cortina de fumaça pretende dinamitar a operação (de resgate)", disse o presidente Venezuelano.Antes das declarações de Uribe, Chávez já havia afirmado que não abortará a operação de resgate. O presidente venezuelano disse que, caso não seja possível resgatar os reféns nos próximos três dias, terá de colocar em prática outros métodos."Não se vai abortar (a operação). O que se poderia mudar é a modalidade, que poderia se transformar em opções clandestinas. Eu não queria, porque seria uma opção arriscada", disse Chávez.Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
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Segunda

Agência de Notícias Nova Colômbia: Sem garantias para nada

Agência de Notícias Nova Colômbia: Sem garantias para nada

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REDNOTIC - Revista Eletrônica de Notícias Internacional da Contrainformação.
"A Contrainformação é o contraponto à Média Burguesa Internacional".
Edição Bloger No. 0007 - Ano I - Dezembro/2007.
Editor: Paulo Lucena.
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Farc adiam entrega de reféns e trocam acusações com Uribe
Plantão Publicada em 31/12/2007 às 22h19m
BBC

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram nesta segunda-feira que operações realizadas pelo Exército colombiano impedem a entrega dos três reféns que o grupo prometeu libertar.
"As intensas operações realizadas na zona (em que os reféns seriam entregues) nos impedem entregar, como era nosso desejo, os reféns. Insistir seria arriscar a vida das pessoas e dos guerrilheiros", disse o grupo em um comunicado lido pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, por telefone, no canal de televisão estatal da Venezuela.
Imediatamente após a divulgação do comunicado por Chávez, o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, anunciou que estaria disposto a criar um corredor desmilitarizado na selva colombiana para que o resgate dos reféns fosse realizado.
Uribe negou que seu governo tenha intensificado operações militares na zona em que os seqüestrados seriam libertados e prometeu um cessar-fogo no momento em que os helicópteros de resgate levantarem vôo.
"Uma vez que os helicópteros estejam voando, as Forças Armadas da Colômbia darão uma ordem unilateral de não dar um só disparo nesta área para garantir a operação", disse Uribe.
A libertação da ex-assessora de campanha da candidata à Presidência Ingrid Betancourt (também seqüestrada), Clara Rojas, de seu filho Emmanuel, nascido em cativeiro, e da ex-parlamentar Consuelo González de Perdomo, é aguardada desde sexta-feira, mas já foi adiada três vezes.
As Farc prometeram libertar esses três reféns como "um ato de desagravo" a Chávez, que no fim de novembro foi afastado por Uribe da mediação com o grupo rebelde na busca de um acordo para a troca de reféns por prisioneiros.
Em seu comunicado, as Farc afirmaram que, depois que provas de vida de alguns reféns em poder do grupo, entre eles a ex-senadora Ingrid Betancourt, que seriam entregues a Chávez (na época mediador entre as Farc e o governo da Colômbia) foram encontradas pela polícia colombiana, as operações militares se intensificaram.
"Assim que encontrarmos um local seguro lhe comunicaremos, para garantir o retorno, sãos e salvos, de Clara, Emmanuel e Consuelo", afirma a nota dirigida a Chávez.
Há alguns dias, o governo venezuelano e o representante brasileiro na delegação internacional que acompanha a operação de resgate, o assessor da Presidência, Marco Aurélio Garcia, vinham anunciando que a impossibilidade de um cessar-fogo na região em que os reféns seriam libertados poderia dificultar a movimentação da guerrilha.
Emmanuel
No entanto, em seu discurso, realizado na cidade colombiana de Villavicencio, que é o ponto de partida da operação de resgate, Uribe disse que o real motivo do adiamento da libertação dos reféns é que Emmanuel não estaria mais em poder das Farc.
Segundo o presidente colombiano, o menino teria sido entregue ao Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF). Uribe disse que há na instituição um menino de três anos e seis meses com características semelhantes às de Emmanuel.
De acordo com Uribe, um suposto tio da criança tentou retirá-la do instituto nesta segunda-feira.
O presidente da Venezuela, que desde o fim de sua mediação no acordo humanitário com as Farc rompeu relações com Uribe, reagiu às afirmações e disse ter "suficientes razões para duvidar dessas hipóteses".
Uribe solicitou ao governo da Venezuela que permita a realização de um exame de DNA da avó de Emmanuel, Clara González de Rojas, que está em Caracas, para comprovar sua hipótese.
Chávez disse estar pronto para fazer a prova de DNA. "Uribe foi muito vivo. Com esta cortina de fumaça pretende dinamitar a operação (de resgate)", disse o presidente Venezuelano.
Antes das declarações de Uribe, Chávez já havia afirmado que não abortará a operação de resgate. O presidente venezuelano disse que, caso não seja possível resgatar os reféns nos próximos três dias, terá de colocar em prática outros métodos.
"Não se vai abortar (a operação). O que se poderia mudar é a modalidade, que poderia se transformar em opções clandestinas. Eu não queria, porque seria uma opção arriscada", disse Chávez.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

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REDNOTIC - Revista Eletrônica de Notícias Internacional da Contrainformação.
"A Contrainformação é o contraponto à Média Burguesa Internacional".
Editor: Paulo Lucena.
Edição Bloger No. 0007 - Ano I - Dezembro/2007.
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As FARC reafirmam a opção comunista e respondem a campanhas difamatórias.

Entrevista com o comandante Ricardo González, do Estado Maior Central das FARC-EP , conduzida por Miguel Urbano Rodrigues.

Das FARC-EP correm pelo mundo os nomes de quatro ou cinco dirigentes que adquiriram ressonância internacional quer em combates contra o Exército quer como negociadores, ou ainda como ideólogos da mais antiga organização guerrilheira da América Latina. É o caso do comandante-chefe Manuel Marulanda e, entre outros, dos comandantes Jorge Briceño, o estratego militar, e Raul Reyes, que foi o interlocutor principal do governo em Los Pozos, na mesa de diálogo, durante a Administração de Pastraña.

No grande coletivo das FARC são, porém, numerosos os comandantes de qualidade excepcional, que, pela própria natureza das tarefas desempenhadas, se fala pouco ou nada. Em Março tive a oportunidade de reencontrar numa cidade mexicana um desses combatentes: Ricardo Gonzalez. No passaporte figurava outro nome. O pormenor é irrelevante porque também não se chama Ricardo Gonzalez. Tal como em anteriores visitas, havia entrado no país com documentação falsa, pois Fox, o presidente mexicano, cedendo a pressões de Washington, trata as FARC como «organização terrorista».

Somos amigos há anos e já lhe conheci diferentes apelidos. Ricardo traz-me à memória, pela síntese de personagens diferentes, heróis de romances de Cholokov e Alexei Tolstoi. Descendente de uma família oligárquica de terratenientes, rompeu com a sua classe muito jovem, optando pela luta revolucionária nas FARC. É um orador de talento incomum. Em várias capitais da América latina, ao intervir em Conferencias Internacionais, ouvi-lhe (quando as FARC não figuravam ainda na lista negra) discursos em que um elevado conteúdo ideológico era valorizado pelo rigor da análise e o estilo oratório. Ricardo exprime-se naquele castelhano clássico, em vias de extinção, que se fala ainda nas altas mesetas da Colômbia, com um leve sotaque antioquenho. O seu porte aristocrático talvez o ajude no vaivém de missões clandestinas. As polícias não identificam com facilidade o revolucionário perseguido naquele senhor de maneiras distintas.

Atualmente pertence ao Estado Maior Central das FARC. O presidente Uribe, na sua recente visita à Europa, citou-lhe o nome, o verdadeiro, incluindo-o entre os comandantes guerrilheiros cuja cabeça foi posta a prémio.

Quando o revi há semanas vinha das Montanhas da Colômbia, da luta. Irradiava aquela intensa alegria de viver que é um dos traços da sua fascinante personalidade de revolucionário profissional.

Foi uma conversa de muitas horas. Pedi-lhe que falasse para o «Avante!».

Desse encontro, combinado com muita antecedência, saiu, em estilo coloquial, a entrevista que se segue, na qual Ricardo Gonzalez, respondendo a campanhas de desinformação e a calúnias, aborda também questões ideológicas importantes, muitas das quais preocupam toda a humanidade.

MUR: As FARC têm quase 40 anos. Os seus críticos dizem com frequência que uma organização revolucionária que não conseguiu chegar ao poder em quatro décadas dificilmente o conquistará. Pergunto: qual é a perspectiva das FARC, organização com vocação de poder? Nos Diálogos para a Paz, em Los Pozos, El Caguan, tinham um projecto plural para a sociedade colombiana, mas a longo prazo a perspectiva era a do socialismo. Como encaram hoje as FARC o futuro a curto e médio prazo?
Ricardo: A primeira coisa que te posso dizer é que 40 anos na construção de um exército revolucionário é um tempo muito curto. Os nossos adversários desconhecem a paciência oriental das FARC. Temos um plano estratégico para a tomada do poder e vimos que é através da combinação de todas as formas de luta que temos de enfrentar um inimigo que se caracterizou já pela sua intolerância numa questão a que eles chamam democracia, mas que na realidade não se aplica em parte alguma do nosso país. Esse inimigo tem a seu alcance todos os meios, conta com uma poderosa ajuda internacional, liderada pelos EUA e há 40 anos que se esforça por nos eliminar. Não esqueças que Marulanda e os seus companheiros, em Marquetália, eram apenas 48, mas conseguiram romper o cerco apesar de ali haverem concentrado contra eles todo o poder do Estado colombiano para aniquilar esse reduto de patriotas que tinham assumido a gesta de libertar a Colômbia da dominação que sofre, fundamentalmente por parte dos EUA. Pretendiam criar uma nova sociedade, uma sociedade justa, sem exploradores nem explorados, uma pátria digna para todos os colombianos, sem exclusões de qualquer tipo. Esse objetivo já é visto pelas novas gerações como uma possibilidade real. Tardamos um pouco, mas foi uma questão muito meditada o que seguramente permitirá uma singularidade tremenda na revolução colombiana. Digo isto porque – a comparação é má, mas em Cuba um movimento guerrilheiro triunfou e a partir da sua vitoria construiu-se como partido político, tornou-se governo e construiu o Estado. No caso do sandinismo , repara, uma insurreição popular irrompeu a partir da existência do movimento guerrilheiro. Tomaram o poder e tiveram que percorrer o mesmo caminho: construção do partido, construção do exército, construção do governo e do Estado. No nosso caso creio que a situação é inversa. Temos vindo a construir o partido antes de tomar o poder, temos vindo a construir o governo em algumas zonas porque nessas áreas o governo real são as FARC. E temos vindo a construir as bases do novo Estado em muitas regiões da geografia colombiana. Não cabe falar de prepotência. O desfecho da revolução para nós vai ser mais fácil porque desenvolvemos toda uma experiência e podemos consolidar o projecto revolucionário com menos dificuldades, apesar de tudo o que se passa hoje. Isto ocorre no âmbito de uma confrontação violenta imposta pelo estado colombiano. Assumimos o desafio. Os nossos amigos e aqueles que simpatizam connosco podem ter a certeza de que as FARC não cederão. Consideramos que existe um estado terrorista na Colômbia, um estado agora marcado por uma tendência fascizante. Atualmente a luta armada alastra-se, pela necessidade de se fazer frente às armas homicidas do estado com as armas libertárias daqueles que mantiveram o amor da dignidade. Este povo colombiano de que fazemos parte é um povo digno e valente que, recorrendo a todas as formas de luta, e combinando-as, muda o cenário político e abre uma possibilidade de diálogo, e transito pacifico para a revolução colombiana. Nisso também as FARC se podem medir na praça publica com os seus inimigos. Não tememos a praça publica. Não tememos a confrontação de ideias. O mau é que eles não permitem que se produza ai essa confrontação de ideias. Neste momento qualquer homem ou mulher, combatente das FARC, que se apresente a expor o que pensa é imediatamente assassinado ou capturado, acusado de terrorista. Por isso, neste momento não nos resta outra opção para expor as nossas ideias que não seja o recurso aos fuzis. Essa é a realidade na Colômbia. No imediato trabalhamos para a construção de um novo governo de ampla coligação, que permita abrir as alamedas de uma democracia real no país. Para isso convocamos os sectores políticos e sociais mais diversos, liberais, conservadores, o clero católico, as associações económicas de todo o país, a intelectualidade, os operários, os camponeses, as minorias étnicas, homens e mulheres do mundo da cultura. O objetivo é parar a guerra. Para isso temos de enfrentar unidos o projecto fascista para a Colômbia que está a ser implementado pelo Sr Álvaro Uribe com o apoio da oligarquia e dos EUA e, também, de alguns países da União Europeia que se intrometem descaradamente num conflito que somente diz respeito aos colombianos, conflito cuja solução cabe exclusivamente aos colombianos. Há 40 anos que vimos dizendo que queremos a paz, que lutamos por mudanças. Teria sido bem preferível que não tivéssemos sido obrigados a lutar entre colombianos para implantar uma reforma que o país necessita urgentemente. Como somos revolucionários, cabe-nos assumir os riscos que resultam do enfrentamento com o estado colombiano e os seus cúmplices, aqueles que o amamentam do estrangeiro.

MUR: Outra questão. Não apenas os inimigos, mas por vezes forças democráticas com uma posição muito crítica perante o regime de Uribe, afirmam que as FARC não conseguem implantar-se nas grandes cidades, que não avançam nesse terreno, que não penetram nas classes médias urbanas. Que tens a dizer sobre o assunto?
Ricardo: Relativamente ao assunto, a desinformação é total. Resulta de um desconhecimento do que são as FARC-Exército do Povo como organização político-militar. Não somente contamos com um aparelho armado como constituímos também o Partido Comunista Colombiano clandestino. Construimo-lo assim, clandestino, porque ali não há possibilidades de desenvolvimento real de organizações legais, abertas, de carácter revolucionário. E estamos também a construir o Movimento bolivariano pela Nova Colômbia, que é um movimento igualmente clandestino com forte implantação em sectores estudantis e operários, nos bairros periféricos das grandes cidades e em meios universitários e entre a intelectualidade. O que se passa é que este é um trabalho eminentemente clandestino. Não podemos tornar publico o que está a ser feito nos terrenos ideológico, político e organizativo. Esse trabalho é muito importante. Mas há mais. Temos ainda as Milícias bolivarianas, e as Milícias populares em grandes cidades como Bogotá, Barranquilla, Medellín e Cali, e esse trabalho é extremamente delicado, porque nos centros urbanos está concentrado todo o poderio do inimigo, que tem ali todo o seu aparelho técnico, os serviços de segurança e também os seus colaboradores, os bufos ou «sapos», como são conhecidos popularmente na Colômbia. Obviamente, construir essas redes clandestinas implica para nós um autêntico trabalho de filigrana. O inimigo fareja em busca delas, tratando de decapitá-las, empenhado em evitar que penetremos em força nas áreas urbanas. É preciso levar em conta essas dificuldades. Nós, como Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia, somos de origem camponesa; naturalmente a nossa maioria é ainda camponesa, mas nos últimos 10-12 anos ingressaram nas FARC homens e mulheres provenientes de todas as camadas sociais. Entre eles muitos intelectuais. Há jornalistas, sacerdotes, engenheiros, agrónomos, advogados, escritores de grande prestigio, antropólogos. Chegaram e são tratados como quaisquer outros que aderiram às FARC em qualquer momento da sua história. O nível de qualificação dos quadros das FARC nos últimos tempos impressiona. A detenção do camarada Simón Trinidad chamou a atenção para essa evidência. Muitos países e muitos amigos demonstraram espanto porque a imprensa não pôde ocultar que se trata de um homem educado nas melhores universidades dos Estados Unidos, um homem com uma formação cultural muito profunda. Não esqueças que sempre se difundiu a ideia de que nas FARC somos uma quantidade de camponeses atrasados e ignorantes e isso faz parte daquilo que o inimigo diz de nós e que os nossos amigos, às vezes, sem reflectirem, assimilam. É normal que tal aconteça. Nos nossos vaivéns, no tocante à confrontação ideológica, alguns amigos, quando vem à baila o tema da repressão, tomam distância. Inclusivamente aceitam sem uma atitude critica o que diz a grande imprensa. Entendemos perfeitamente isso. Não nos fere, mas tratamos de explicar a esses amigos e simpatizantes que devem confiar em nós, confiar na consolidação do nosso exército, que cresce no campo, na cidade, em profundidade e extensão, com o recrutamento de novos guerrilheiros, cobrando novas áreas da geografia colombiana. Estamos chegando, essa é a realidade, ao coração e à mente colombiana nas grandes cidades da Colômbia.
MUR: Sobre a questão que acabas de tratar gostaria que fosses mais preciso num ponto. As FARC afirmam que combatem em 60 Frentes, distribuídas por todo o território nacional. É muito, mesmo num país 13 vezes maior do que o meu. Entretanto, o governo de Uribe e toda a imprensa — basta ler "El Tiempo" — sustentam que nos últimos meses, segundo o alto comando do exército, este alcançou grandes vitórias militares. Então, pergunto: que há de concreto sobre a situação militar durante esse período? Houve alguma mudança importante? Porventura as FARC são actualmente mais débeis do que quando Uribe tomou posse, quando Pastraña acabou com a zona desmilitarizada? Ou as FARC mantêm intacta a sua capacidade militar?

Ricardo: As FARC estão intactas e podemos afirmar que, tal como o seu comandante chefe, que goza de excelente saúde, assim está o corpo total das FARC, como força de combate.

MUR: A propósito do que afirmas, disseram que o comandante Marulanda estava com um cancro em fase terminal, num hospital brasileiro, no Mato Grosso. Isso apareceu na imprensa internacional, creio que na CNN. Algum comentário?
Ricardo: Imagina. Já mataram Marulanda umas 50 vezes, mais ou menos e essa é apenas outra morte prematura do nosso comandante-chefe. Como se costuma dizer, «os mortos que matais gozam de excelente saúde!». É o caso do nosso comandante-chefe.
MUR: Outra questão, agora sobre a reeleição de Uribe. Trata-se, se a memória não falha, da segunda tentativa, porque a primeira não passou no Senado. A nova manobra partiu, creio, da embaixadora da Colômbia em Madrid, ex-ministra e ex-candidata à Presidência da Republica. Que possibilidades tem isto de ir adiante e qual o efeito eventual destas manobras no debate em torno da troca de prisioneiros?
Ricardo: Bom, a aspiração de Uribe é converter-se num pequeno César.
MUR: Uribe é fascista? As FARC identificam-no como fascista?
Ricardo: Exactamente, é um fascista integral. Ele não esconde, digamos, a sua simpatia por esse tipo de fenómeno político e trata de reeditar Hitler noutro contexto, e inspira-se muito no seu mestre e chefe, que é o Sr Bush. Então nesse sentido temos pela frente um regime que utiliza todos os meios, inclusive inconstitucionais, na sua estratégia autocrática. Utiliza concretamente o sector financeiro e o industrial. Inclusivamente, agora, os postos-chave como o Ministério da Defesa e o do Interior e da Justiça foram atribuídos a gente que vem dos grupos económicos mais influentes na oligarquia. Então, coloca-se uma questão. Tanto pela sua situação de classe como pelo facto de exercer o poder, desencadeia a repressão arbitrária. Os direitos constitucionais dos detidos são desconhecidos. Agora qualquer colombiano tem de se registrar obrigatoriamente perante um notário, informando qual o lugar de residência, com quantas pessoas vive, etc. E mais. Se quer mudar para outra cidade tem de pedir autorização. Na pratica, a Colômbia está a ser transformada num imenso cárcere. Muitos cidadãos cumpriram 6, 8 ou 10 meses de prisão e depois as autoridades foram forçadas a libertar esses detidos porque não encontraram qualquer indício de que fossem auxiliares da guerrilha ou que mantivessem contactos com o movimento insurgente. Qualquer tipo de protesto social implica punições. Há tortura, há prisão, há execuções extrajudiciais. Isso é o que estamos vivendo os colombianos neste momento, enquanto lá fora o Sr. Álvaro Uribe Vélez fala da tal segurança democrática global, que não é mais do que o seu desejo de converter a Colômbia num imenso quartel.
MUR: Passemos à situação internacional. A humanidade vive uma crise de enorme complexidade, uma crise de civilização, e neste momento — apesar do seu colossal poder militar, económico e político — o sistema de dominação imperial, com a sua ambição planetária atravessa uma crise, diferente das anteriores. Seria uma crise estrutural. Os enormes défices comercial e orçamental e a gigantesca divida externa, a maior do mundo, explicam a agressividade crescente do sistema. Hoje não existiria, na perspectiva deles, outra saída para a crise senão a das guerras preventivas e do saque dos recursos naturais de outros povos. Pergunto se as FARC acham correcta essa tese, defendida por eminentes cientistas marxistas, como o húngaro István Mészaros, que retoma a frase de Rosa Luxemburgo “socialismo ou barbárie”? Segundo Meszaros, a saída positiva desta crise somente pode ser o fim do capitalismo. Pergunto: acreditam as FARC que o marxismo, a herança de Marx e Lenine podem desempenhar um papel importante na construção do futuro?
Ricardo: Com toda essa recomposição do capitalismo, os políticos neoliberais trataram de apagar a questão das lutas de classes, esforçam-se por mudar a própria linguagem. Negam inclusive a existência do imperialismo como tal e o que vemos é ouvi-los bramar que chegou o fim da história com a queda do campo socialista. Ora, nem sequer desapareceu a fome do mundo. Pelo contrario, as desigualdades sociais aumentam, e não apenas nos países da América Latina, mas também na própria Europa e no interior dos EUA. Obviamente, os recursos estratégicos também começam a escassear. O caso do petróleo, por exemplo, que é um problema sério para os EUA e para os países mais desenvolvidos, bem como as questões do meio ambiente e problemas como o da água potável e as suas reservas mundiais. Isso exige do Império uma revisão estratégica. Entre os problemas do Hemisfério figura a questão da bacia amazónica na qual se concentra a sexta parte da agua potável do planeta Terra, assim como a maior biodiversidade e gigantescos recursos e minérios estratégicos. Vemos que os Estados Unidos não escondem o seu desejo de apropriar-se dessas riquezas na América Latina, tal como já principiaram a faze-lo no Iraque e no Afeganistão com o petróleo e o gás. Regista que, com tudo o que estamos vendo desde o 11 de Setembro, o império foi ferido no coração e começa a agitar-se desordenadamente. Aventurou-se no Afeganistão, desencadeou a guerra contra o Iraque, pensando que era um passeio para derrotar Saddam Hussein que, digamos, pode ter sido o que foi como ditador, mas era o presidente de um país soberano. Os Estados Unidos, ignorando as Nações Unidas, atribuíram-se o direito de entrar ali para impor a sua nova ordem económica e a sua nova ordem internacional. E aí está o pântano em que se atolaram. Acontece que os povos não estão de joelhos, e o povo do Iraque, recorrendo à guerra de guerrilhas, está a causar grandes baixas ao exército mais poderoso que a humanidade conheceu e enfrenta com êxito também os outros exércitos de ocupação, o inglês, o espanhol e o italiano. E as repercussões começam a senti-las aqueles que planificaram esta guerra de extermínio, esta guerra injusta, esta guerra de agressão, esta guerra maldita contra o povo iraquiano. Por isso, penso na tragédia que foi a morte em Espanha de gente inocente, o senhor Aznar está neste momento a receber o castigo por ter envolvido o seu povo na guerra que ele procurou, apesar dos espanhóis a condenarem majoritariamente. Está recebendo no seu território os toques de uma guerra pela qual optou para defender os interesses estadunidenses no Médio Oriente. Isso tornou-se agora transparente. A situação em Espanha provocou a queda do Partido Popular. Quanto à América Latina, vemo-la em convulsão desde a Argentina, em choque com o Banco Mundial e o FMI, passando pela Bolívia com esse levantamento popular e o que está ocorrendo no Equador, no Peru, no Haiti, na Colômbia. Quer dizer, estamos vivendo um momento de auge na luta dos povos. Creio que este Império se sente mortificado por não poder aplicar a sua política de globalização tal como pretendia, utilizando a dominação das grandes transnacionais. Os povos não a aceitam e a luta vai intensificar-se com confrontações violentas. Os movimentos anti-guerra na Europa desenvolveram-se e começam a sentir-se os seus efeitos em todo o planeta. Com cada povo a empregar a forma de luta da sua escolha podemos entre todos ir gerando uma corrente de opinião e de resistência e fazer recuar o fascismo e o projeto de ditadura mundial que o império quer impor-nos. O fato de as FARC neste momento, com as armas na mão, recebendo todo o peso da agressão do exército colombiano, ajudado econômica e militarmente – e, não esqueças, com a ajuda da alta tecnologia dos EUA e da sua inteligência militar – se manterem firmes, insisto, essa luta das FARC é uma grande contribuição para as lutas revolucionárias no mundo. Estamos em combate sem ter sofrido as baixas que eles anunciam. Na pergunta anterior tu falavas das 60 frentes e, efetivamente, nós temos 60 Frentes funcionando. Esse dado é oficial das FARC, e confirmado pela inteligência militar que sempre diz que as FARC contam com 18 000 homens. Nós não sabemos quantos somos exatamente. Talvez o saiba Manuel Marulanda Vélez, mas pelo que dizem os jornais e os balanços do inimigo, chega-se à conclusão de que eles mataram ou prenderam 23 mil guerrillheiros. Estão tomando os seus desejos pela realidade. E esta é bem outra. Pelo contrário, as FARC continuam crescendo em combatentes e em extensão territorial. O que acontece é que a confrontação, nesta fase, desde que o Sr Álvaro Uribe Veléz rompeu o diálogo e assumiu a Presidência, apenas está começando. As FARC não podem pôr-se a lutar no momento em que o governo e o exército ou os gringos gostariam que elas o fizessem, digam eles o que disserem… Não. As FARC reservam-se o directo de dar combate no momento que o julgarem oportuno e necessário. Estamos tranquilos, acompanhando com muito otimismo a marcha dos acontecimentos. Os próximos anos dirão se temos ou não razão, mas do ponto de vista militar é utópico pensar que vão encurralar as FARC ou exterminá-las. Precisamente em Outubro do ano passado as FARC promoveram um plenário para a reestruturação de toda a sua linha de comando, começando pelo secretariado Nacional, pelo Estado Maior Central, pelos estados maiores dos Blocos, pelos estados maiores de Frente e pelos e pelos estados maiores de colunas de combate. Quer dizer, a direcção está garantida para o futuro, sem sobressaltos, aconteça o que acontecer. Na confrontação estamos tranquilos: Qualquer que seja o desfecho da revolução na Colômbia, as FARC sempre estarão presentes.
MUR: Ricardo, voltando um pouco à questão do imperialismo, acreditas que efetivamente a alternativa, se o capitalismo for erradicado, seja entre socialismo e barbárie? Que papel teria o marxismo? Em todo o debate em torno do binômio movimentos / partidos não faltam intelectuais e dirigentes políticos para os quais a solução na luta contra o neoliberalismo resultará fundamentalmente de ação dos movimentos sociais. Recordo intervenções em que Fausto Bertinotti, de Rifondazione Comunista, defendeu uma posição surpreendente. Segundo ele, o desaparecimento do capitalismo será o resultado de uma luta de carácter revolucionário, conduzida pelo movimento dos movimentos. Entretanto, outros — é o meu caso / concluem que cabe às organizações e partidos revolucionários cumprir um papel insubstituível. Que pensas desse debate?
Ricardo: Nós nunca negamos que somos uma organização marxista-leninista. Nas FARC uma esquadra é composta de 12 homens ou mulheres e simultaneamente é uma célula do partido comunista e nela educamos combatentes no pensamento marxista-leninista. Acreditamos que essa posição mantém plena atualidade. Alem disso juntamos ao marxismo o pensamento bolivariano por consideramos que Bolívar tem muito que fazer na América Latina. Mais, Bolívar hoje é uma grande preocupação para Washington. Os estrategos e ideólogos do sistema temem que Bolívar saia do túmulo, empunhando novamente a espada libertadora. No Documento Santa Fé 4, os gringos manifestam a preocupação de que esse pensamento bolivariano possa alastrar-se por toda a área andina e sul americana. Estamos noutra época, mas o pensamento da unidade latino-americana permanece vivo e a ameaça de sermos submetidos pelo império acentua-se. A ideia de criar governos que proporcionem felicidade aos seus povos é uma exigência continental. E a de constituir exércitos libertadores não perdeu atualidade. Então, verificamos que Bolívar tem muito que fazer por aqui.
Acreditamos que o socialismo é plenamente atingível e que a própria globalização contribuiu para nos aproximar da futura transição. Não podemos afirmar que existe uma única via para enfrentarmos o império e dar o salto. Não. Certamente em determinados países será mais difícil. Por exemplo, nós, neste momento, como Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, pelas condições que nos impõe o regime de Uribe Vélez, estamos colocados numa situação muito mais complexa do que outras organizações revolucionárias do passado recente, quando existia o campo socialista e podia chegar ajuda econômica. Nós sofremos as consequências do intercâmbio dos serviços de inteligência e de assessoria militar, de treino de batalhões especiais, etc. Somos uma guerrilha forçada a autoabastecer-se em todos os domínios, incluindo a compra de armas no mercado negro e o seu fabrico, como aliás já estamos a fazer no tocante à produção de armas caseiras, indispensáveis numa luta tão desigual do ponto de vista tecnológico, fundamental na guerra moderna. Acreditamos que caminharemos para um socialismo com as características e a idiossincrasia colombianas para o que certamente teremos de analisar todos os tipos de socialismo que existiram desde a União Soviética, a própria China, a Coréia, o Vietnam, a Cuba socialista, e de tudo isso extrair o positivo que houve e aplicá-lo às condições do desenvolvimento e das forças produtivas na Colômbia. Mas nós não acreditamos que exista uma terceira via. Cremos que a opção será entre socialismo ou barbárie. E a barbárie já sabemos quem a promove, o imperialismo que não desapareceu. Pelo contrário, está hoje mais vivo e perigoso do que no passado e nós, revolucionários, depois do que ocorreu na URSS e na Europa do Leste, estamos em desvantagem. Contudo, na Colômbia somos muito otimistas e assumimos coincidentemente o peso da responsabilidade histórica do momento.
MUR: Agora uma questão muito delicada: o tema da droga. Uma campanha de âmbito mundial está hoje em todos os continentes e dificulta muito a mobilização da solidariedade. Ela tem como argumento permanente e principal a acusação de que as FARC seriam uma organização intimamente ligada aos cartéis da droga. Eu sei que foi um diplomata estadunidense, Louis Stamb, ex-embaixador em Bogotá, quem, um dia, durante uma reunião no Pentágono, para com o qual colaborava, afirmou que era necessário inventar um slogan que pudesse criar uma legenda negra em torno das FARC. Nessa mesma reunião, sob proposta sua, nasceu a expressão «a guerrilha do narcotráfico» ou «narcoguerrilha» para desmoralizar as FARC.
Pergunto: que respondem as FARC à montanha de acusações que a apresentam comprometida com os cartéis da droga? Os seus adversários sustentam que é uma organização milionária e que não poderia, sem os milhões do tráfico da cocaína, atuar como atua. Inclusive muitos intelectuais de esquerda temem demonstrar solidariedade com as FARC por acreditarem que a organização mantém efetivamente laços com o narcotráfico. Que tens a responder a essas acusações?
Ricardo: Contra nós sempre houve campanhas de desprestigio. Quando não existia o narcotráfico na Colômbia diziam que éramos a quinta coluna do imperialismo soviético, que as FARC eram financiadas pelos soviéticos e que somente por isso existiam. Depois trataram-nos como bandoleiros ou simples delinquentes comuns. Posteriormente sim, o senhor Stamb, como disseste , forjou o epíteto da narcoguerrilha, e com frequência nos chamam também narcoterroristas ou simplesmente terroristas. É uma campanha bem orquestrada e montada em momentos escolhidos. Qualquer pessoa pode aperceber-se de que o negócio do narcotráfico é um negócio eminentemente capitalista, que na Colômbia, pelas condições específicas da aplicação das políticas neoliberais arruinou o campo, tirou da circulação um milhão e quinhentos mil hectares de terras, antes dedicadas ao cultivo do café, arruinou também toda a economia do sorgo, arruinou toda a economia de outro produto, o algodão. Os camponeses começaram a cultivar marijuana ou a plantar coca e isso foi em certa medida tolerado pelos governos colombianos. Os narcotraficantes na década de 80 estavam metidos em todas as camadas sociais do país. O próprio Pablo Escobar, o rei da droga, fez-se eleger para a Câmara de Representantes nas listas do Partido Liberal. E nos aviões dos narcotraficantes colombianos viajavam desde o presidente já falecido, o Sr. Carlos Lleras Restrepo, até aquilo que vimos com o narcopresidente Ernesto Samper, que foi eleito com os dinheiros do narcotráfico. Recordo um episódio expressivo da hipocrisia dessa sociedade colombiana. Quando o Papa João Paulo II visitou a Colômbia, os cartéis da droga reuniram uns três milhões de dólares para os oferecerem a obras sociais do Vaticano.
MUR: E o papa aceitou?
Ricardo: Certamente não soube donde procedia esse dinheiro, mas ele chegou às mãos do chefe da Igreja católica. Recordarás que Pablo Escobar era um homem muito religioso; rezava à Virgem Maria antes de colocar as bombas. Mas, enfim, como sabes, o narcotráfico contaminou todas as estruturas da sociedade colombiana, desde o Parlamento aos grandes banqueiros e industriais, aos juizes e outros magistrados e à alta oficialidade do exército colombiano… Inclusivamente aviões da Força aérea levavam droga para os EUA. O navio numero 1 da armada colombiana, o «Glória», foi interceptado quando transportava cocaína. Até no avião presidencial, quando o dr. Ernesto Samper Pizarro ia visitar os EUA, encontraram cocaína. Mas obviamente esse negócio é dos mais rentáveis do planeta. Está quase no mesmo nível dos armamentos. Aqui o capital circula com muita rapidez; analistas do problema calculam que há em circulação 550 bilhões de dólares no mundo, produto do narcotráfico. Desses 550 bilhões a parte da América Latina é apenas de 20 bilhões dos quais chegaram à Colômbia 5 5 bilhões segundo os mais otimistas, embora se admita que a Colômbia produz 80% da cocaína do planeta. Onde permanece esse dinheiro? Dentro do império; o grande negócio é dos próprios EUA. Durante os dois mandatos de Clinton a economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo de 6,11%. Porque, claro, esses capitais provenientes do narcotráfico irrigavam como torrente financeira a economia norte-americana. As FARC propuseram aos EUA e às Nações Unidas e a todos os governos do mundo que estivessem interessados em dar combate real ao narcotráfico uma política clara de substituição de culturas, de ataque em profundidade à questão. Nós recebemos os ataques dos grandes cartéis da droga porque tivemos de os enfrentar militarmente porque a verdadeira aliança está entre os narcotraficantes e os paramilitares, os homens de alguns comandos militares colombianos e toda a apodrecida casta política colombiana enlameada pelo negócio. São eles realmente que o dirigem, pois podem sair do país e entrar nele sem problemas. Nós não podemos sequer mover-nos livremente no território nacional, porque nos perseguem por todo o lado. Como sabes, desde a época da guerra fria, todo o Caribe e o Pacifico, a Amazônia e a região andina estão infestadas de radares dos Estados Unidos. Nós dissemos aos gringos: deixem de ser hipócritas; o problema é vosso e vocês tiram lucros dele. Calcula-se que nos EUA, neste momento, haverá uns 25 milhões de consumidores diretos da droga. Se admitirmos que cada habitante consumidor de droga afeta quatro ou cinco pessoas, chega-se á conclusão de que uns 120 a 125 milhões estão envolvidas no problema. Para combater dentro dos Estados Unidos o flagelo dos narcóticos, o governo, para reduzir 1% do consumo no seu território, curando viciados, promovendo campanhas nas universidades e colégios e entre a população em geral, gastaria cerca de 180 milhões de dólares. Se dentro dos EUA se fizesse a mesma campanha, mas tendo por complemento o combate sério à entrada da droga no país, então, para se obter a mesma redução de 1% a administração federal gastaria 380 milhões de dólares. A hipocrisia é inocultável. Não combatem o problema nos EUA, mas levam a guerra contra a droga à Bolívia, ao Peru, ao Equador, ou à Colômbia e então os custos para reduzir o consumo na mesma percentagem de 1% elevam-se a 780 milhões de dólares. Por outras palavras, seria mais produtivo para os EUA o combate no interior do seu próprio território. Nós propusemos no I Encontro Internacional sobre o Combate a culturas chamadas ilícitas e ao narcotráfico, propusemos, recordo, à União Européia e ao presidente Pastraña substituir essas plantações à base de um estudo realizado num município chamado Cartagena del Chairá, onde existiam para o efeito 7.200 hectares de plantações de coca. A ideia era formar ali um grande laboratório experimental, realizar um teste para provar que se pode efetivamente combater o narcotráfico em profundidade. Mas, como te disse, logo levantaram-se contra nós esses fantasmas que servem de pretexto aos EUA para agredir militarmente a Colômbia e esconder o verdadeiro motivo do Plano Colômbia, que é um plano contrainsurrecional para acabar com as FARC, para implantar o seu domínio no país, agredir a Venezuela e, além disso, apropriar-se da região. Já antes falamos da Amazônia a propósito da cobiça despertada pelas suas riquezas. Lamentamos muito neste momento tão difícil que amigos nossos continuem acreditando em infâmias que visam desacreditar a nossa organização guerrilheira. Sempre condenamos o narcotráfico como crime contra a humanidade. Sabemos dos males que causa sobretudo entre a juventude. Nós, nas áreas onde estamos implantados, condenamos com muito rigor o consumo de estupefacientes. Sendo majoritariamente camponesa a guerrilha das FARC, é uma guerrilha sadia. Os camponeses da Colômbia, os próprios camponeses dos EUA, tal como os de Portugal, da Argentina ou da Venezuela são gente sadia, que nunca utilizou drogas. Quem as consome são os estadunidenses urbanos, quero dizer, milhões deles, o que demonstra o alto grau de desequilíbrio moral dessa sociedade. O mesmo acontece na Europa. Na Colômbia nós não estamos metidos no negócio, mas a partir de calúnias afirma-se que as FARC são um movimento milionário, o que dá vontade de rir porque ninguém sabe com que sede o outro vai ao bebedouro. Nós somos uma guerrilha autárquica e vimo-nos obrigados a autofinanciar-nos em todas as coisas. Há grandes indústriais patriotas que contribuem para as FARC, tal como proprietários de grandes fazendas, que também nos ajudam. As FARC mantêm na Colômbia negócios rentáveis que facilitam o seu abastecimento. Obviamente como é uma guerra que nos foi imposta e são os ricos quem tem o dinheiro, os potentados que se beneficiam do suor e das lágrimas do nosso povo, às vezes tivemos de recorrer a retenções de pessoas, os chamados sequestros, mas não esqueças que na ultima etapa, a partir de El Caguán, as FARC promulgaram a lei 002 , mediante a qual qualquer cidadão, nacional ou estrangeiro, cujos lucros excedam um milhão de dólares tem que pagar às FARC 10%. Estamos cobrando esse imposto e para o cobrar não pode ser com flores. Temos de agir porque as FARC, quando promulgam uma lei, é para ser cumprida. Neste momento, cada vez mais industriais, mais banqueiros, mais transaccionais tocam à porta das FARC para saber quanto têm de nos pagar. Mas obviamente o custo de manutenção de um exército como o nosso é muito elevado. Enfrentamos dificuldades de toda a ordem. Essa situação impede-nos de ter acesso à alta tecnologia de armamentos. A França, os EUA, as Nações Unidas pedem-nos que não utilizemos as minas «quiebra patas» e outras armas não convencionais. Mas, que fazer? Como já somos um estado pequeno e em formação, dizemos aos ingleses e aos estadunidenses, aos gringos em geral que se lhes dói muito o recurso às minas «quiebra patas», então que nos abram um crédito, que nos vendam armas convencionais .

MUR: Como são as minas «quiebra-patas»? Explica como traduzir isso? São minas pessoais? Ricardo: Sim, são minas pessoais que nós, combatentes das FARC, fabricamos. Numa lata de sardinhas coloca-se X quantidade de explosivos e metralha, pregos, pedaços de ferro, etc. E é isso que vem colando o exército colombiano ao terreno.
MUR: Quer dizer… Vocês não têm mísseis?
Ricardo: Não. Não temos mísseis?
MUR: Nunca foram acusados disso?
Ricardo: Uma vez viram algures uns camponeses com um carro velho pintado como se fosse um míssil e então disseram que sim, afinal, já tínhamos mísseis. Uma estória que nos divertiu. Não, não contamos com essas armas sofisticadas. Em matéria de armas temos o que viste nos acampamentos do Caquetá. Uma ou outra escopeta…
MUR: Ricardo, uma última pergunta. O governo de Uribe nega-se a discutir com as FARC o problema da troca de prisioneiros, mas ao mesmo tempo mantém um diálogo quase amistoso com os paramilitares de Carlos Castaño e Salvatore Mancuso, responsáveis por incontáveis crimes. Como vêem as FARC essa contradição?
Ricardo: Eu não diria que existe dialogo entre Uribe e os paramilitares. O que há é um monólogo entre eles. O Sr Uribe orgulha-se de lhe chamarem paramilitar, porque ele vem daí… Deveriam perguntar ao Sr Uribe o que fazia na Aeronáutica Civil quando foi diretor nacional. Então entregou uma quantidade de pistas de aterragem aos narcotraficantes colombianos. O Sr Uribe tem um passado horrendo nesse campo. Agora, velhos conhecidos reunem-se e procedem a uma divisão social do trabalho. Votaram por Uribe e prestaram-lhe toda a ajuda. Agora recebem a recompensa pelos serviços que prestaram ao Sr Uribe noutras épocas. Foi muito generoso com eles e continuará a sê-lo. Não há diálogo, assistimos a um monólogo.

MUR: E a troca de prisioneiros? O governo aí está intransigente. Recusa-se...
Ricardo: O Sr Uribe trata de se mostrar intransigente perante um clamor que é nacional e que já transcende as fronteiras colombianas. O que existe na Colômbia é um conflito interno de duas forças, uma irregular, no caso as FARC, e a outra o exército oficial. Nós temos prisioneiros de guerra, tal como o estado colombiano tem prisioneiros de guerra das FARC nas suas masmorras. O Sr Uribe simula desconhecer que os seus oficiais do Exército e da Polícia e da Marinha, assim como membros dos serviços de inteligência, como o DAS e o F2, estão em poder das FARC, presos em combate por defenderem um regime putrefacto, insensível ao drama que a sua gente vive. Nós propusemos a troca de prisioneiros e a proposta permanece válida.
MUR: Quantos prisioneiros têm as FARC em seu poder?
Ricardo: Neste momento calcula-se que uns 50 ou 60 oficiais do exército e da polícia estão em poder das FARC. E alem disso personalidades representativas da classe política colombiana. Conforme declarou o comandante Raul Reyes, todos estão em bom estado de saúde, embora suportando, claro, as incomodidades próprias da selva, mas tratados sempre com dignidade e decoro. No caso das FARC são respeitados como prisioneiros de guerra e o tratamento que recebem é o mesmo dispensado aos nossos guerrilheiros. Não existe discriminação. Acreditamos que a troca terá de caminhar neste governo ou noutro que compreenda a necessidade de abrir as comportas para o entendimento entre colombianos. Por isso, a pretensão do Sr Uribe de se perpetuar no poder é uma piada e uma ameaça. Há sectores sociais, sobretudo em nível da grande imprensa, que magnificam o grau de aceitação que tem o atual presidente na população. Mas estamos golpeando muito o sistema e até «El Tiempo» tem que começar a noticiar essas coisas. As minas anti-pessoais estão provocando uma tremenda sangria no exército. Isso também terá que ser analisado pelo povo colombiano.
A guerra não traz nada bom aos povos, a guerra só deixa desolação e morte. Aqui temos um presidente que fala diariamente de guerra quando nós dizemos que queremos dialogar com um governo que esteja realmente empenhado em abrir as comportas para uma solução dialogada ao conflito social armado que a Colômbia vive.
MUR: Bom, chegamos ao fim. O tema é inesgotável, poderíamos falar durante horas da luta das FARC, mas creio que disseste coisas importantes. Queres acrescentar alguma coisa?
Ricardo: Sim. Quero agradecer a solidariedade dos comunistas portugueses, dos camaradas do teu partido à nossa luta. Para os camaradas portugueses e em especial para Álvaro Cunhal vai a mais fraterna, revolucionaria e combativa saudação marxista-leninista. Partidos como o PCP demonstraram grandeza e firmeza ideológica. Nós admiramo-los profundamente. Lemos e estudamos o «Partido com Paredes de Vidro» e ainda aprendemos com ele. Creio que os comunistas portugueses podem sentir-se orgulhosos por não ter fraquejado quando a cobardia começou a tomar conta do mundo. Agora mais do que nunca sentimo-nos próximos de vocês em tudo. Para o PCP uma saudação das Forças Armadas Revolucionarias da Colômbia e oxalá surja a oportunidade de nos visitarem em nossos acampamentos nas montanhas e que alguma delegação nossa possa também receber esse calor dos comunistas e do povo português que, apesar da distancia, estão próximos, na nossa mente e no nosso coração.
Março de 2004, em algum lugar no México.
O original encontra-se no semanário Avante!
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23/Abr/04